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"Eu só queria que isso não acontecesse mais com pai nenhum", diz pai de aluna morta em massacre no Rio

Fabiana Uchinaka<br>Enviada especial do UOL Notícias<br>No Rio de Janeiro

08/04/2011 12h37

Raimundo Nazaré, pai da menina Ana Carolina Pacheco, 13, que morreu no massacre cometido por Wellington Oliveira, 23, na escola municipal Tasso da Silveira, no Realengo, zona oeste do Rio, disse nesta sexta-feira (8) que o episódio deve alertar os governantes para a falta de segurança nas escolas e também para a falta de acompanhamento psicológico dos estudantes. Ele defendeu que sejam instalados detectores de metais nas entradas dos colégios.

“Eu só queria que isso não acontecesse mais com pai nenhum. Que os nossos governantes tomassem uma atitude. Acho que isso (o massacre) já é suficiente para que se tome uma atitude para melhorar a segurança. As crianças têm que ter acompanhamento psicológico”, afirmou.

Segundo ele, era evidente que Oliveira apresentava problemas psicológicos, e a escola, da qual ele era ex-aluno, deveria ter percebido e feito um acompanhamento. “Não adianta crucificar (o atirador). É conscientização, esquecer as picuinhas, esse negócio de dinheiro, e pensar nas crianças.”

Visivelmente emocionado, Nazaré contou que Ana Carolina era uma menina meiga e religiosa que gostava de estudar e estava ensaiando uma peça de teatro na escola. “Eu pensava que nunca queria enterrar um filho, e agora como é que vai ser a  minha vida no aniversário dela, no Natal? Agora na Páscoa ela ia fazer o teatrinho da igreja”, lembrou.

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