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Leilão de imóveis de Jorgina de Freitas arrecada R$ 1,8 milhão no Rio de Janeiro

Do UOL Notícias

Em São Paulo

27/04/2011 20h38Atualizada em 27/04/2011 21h31

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro arrecadou R$ 1,81 milhão na tarde desta quarta-feira (27) com o leilão de seis imóveis da advogada Jorgina Maria de Freitas Fernandes, adquiridos por meio de fraudes contra o INSS.

A propriedade mais valiosa, um casarão em Petrópolis, região serrana do Rio, foi arrematado por R$ 930 mil. Tombada pelo Patrimônio Histórico da Cidade, a casa, juntamente com o terreno, soma uma área de mais de 13 mil metros quadrados.

Três terrenos, com uma área de 680 metros quadrados cada, na Enseada Azul, em Búzios, foram vendidos por R$ 165 mil, R$ 167 mil e 168 mil para um mesmo comprador. Outro terreno, no mesmo local, com uma área de 416 metros quadrados, foi arrematado por R$ 240 mil. O último imóvel, vendido por R$ 140 mil, foi um terreno de 800 metros quadrados, no mesmo loteamento.

Essa foi a segunda tentativa de venda dos imóveis –na primeira, no último dia 13, o leilão não atraiu compradores, uma vez que as propriedades foram oferecidas pelo preço de avaliação, totalizando R$ 1,96 milhão. Nessa quarta-feira, os lances começaram a partir de 60% do valor dos imóveis.

Jorgina de Freitas foi condenada pelo TJ do Rio a 14 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, em julho de 1992. Ela ficou foragida até 1997, quando foi encontrada na Costa Rica e extraditada no ano seguinte para o Brasil. A advogada foi presa em fevereiro de 1998. Em junho de 2010, sentença declarou extinta a pena privativa de liberdade da ré e ela foi solta no mesmo mês.

De acordo com os autos do caso, a fraudadora adquiriu cerca de 60 imóveis em Curitiba (PR), Minas Gerais e nas seguintes cidades do Rio de Janeiro: Búzios, Rio das Ostras, Cabo Frio, Nova Iguaçu, Petrópolis e Volta Redonda. Na capital fluminense, há apartamentos no Leblon, terrenos na Barra da Tijuca e demais imóveis em Jacarepaguá, Andaraí e no centro da cidade. Os demais imóveis serão leiloados em lotes, após reavaliação.

Os procuradores do Núcleo de Ações Prioritárias da Procuradoria Regional da 2ª Região, que atuam na defesa do INSS afirmam que esperam concluir todos os leilões ainda este ano para ressarcir a fraude.