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Físico imprime panfletos, acampa em aeroporto e procura gato Esquilo até em lixões de Brasília

Maurício Simionato<br>Especial para o UOL Notícias

Em Campinas (SP)

05/05/2011 07h00

Esquilo nasceu há dois anos e meio de uma ninhada de uma gata de rua, não tem pedigree e sua cauda foi decepada após um acidente. Mas o seu sumiço repentino há nove dias quando era transportado em uma gaiola no aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF), virou de ponta cabeça a vida de seu dono, o físico e pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Maicon Saul de Faria, 29.

Desde que perdeu o animal de estimação, o físico tem passado dias e noites em busca do animal de estimação pelas ruas da capital brasileira. Ele procura em lixões, bocas-de-lobo e até em matas próximas ao local. Passa algumas tardes com um cartaz do gato na mão vagando pelo aeroporto, praticamente “acampado”. Ele já cancelou vários compromissos profissionais para prosseguir nas buscas.

Maicon diz que não vai desistir tão fácil da procura. Ele já imprimiu 300 panfletos com a imagem do animal e mandou fazer dois banners de dois metros. Também comprou uma armadilha para gatos por R$ 200, mas até hoje nem sinal de Esquilo, que é castrado.

“Parece um pesadelo sem fim, mas não vou desistir. Vou continuar as buscas. É uma situação desesperadora”, disse o físico ao UOL Notícias.

Os banners foram afixados em locais de grande circulação e os panfletos foram distribuídos nas portarias de edifícios e em pontos de ônibus das proximidades. A empresa Gol, responsável pelo transporte, também fez cartazes e os colocou em murais de empresas dentro do aeroporto.

Maicon terá de retornar para Campinas nesta semana, mas antes disso ele quer quer a companhia aérea Gol se comprometa, por escrito, a prosseguir as buscas. Ele quer também que a empresa arque com as idas e vindas dele de Campinas para Brasília em busca do mascote.

O gato fugiu de sua gaiola no dia 25 de abril à tarde no momento que estava sendo transportado pela equipe que faz o translado de bagagem do aeroporto. Maicon assistiu a fuga de uma área remota do saguão sem poder fazer nada. Ele retornava de uma viagem do Tocantins para Campinas.

“Eu já procurei o esquilo em todas as partes do aeroporto, especialmente na áreas públicas. Vou procurar em áreas de acesso restrito. Eu fui até várias partes da cidade por causa de relatos, mas todos estes não eram do meu gato Esquilo”, disse.

Ele diz não ter dúvidas sobre a responsabilidade da empresa aérea no desaparecimento do animal.

“Não tenho dúvida da responsabilidade da Gol, o animal foi entregue a ela [empresa] e agora está perdido. Existem vários relatos desse tipo de desleixo, entretanto só atualmente eles vêm sendo divulgados. A Gol não disponibilizou nenhuma armadilha [para gatos] até agora, mas eu estou com uma que comprei com recursos próprios”, disse ele.

Maicon é dono de Esquilo há dois anos e meio, mesma idade do animal. “Além do Esquilo tenho outros quatro, sendo um irmão dele chamado Raposo”, disse.

O físico diz ainda não saber se a Gol arcará com as despesas de hotel dele nestes dias que ficou em Brasília. “Eu vou levar todos os meus gastos e espero que eles paguem. Eu estou em Brasília desde de segunda-feira da semana passada”, disse.

Maicon não quer falar sobre recompensas para quem encontrar o gato. Ele teme que pessoas possam passar informações falsas e, assim, atrapalhar ainda mais as buscas.

Outro lado

Procurada pela reportagem do UOL Notícias, a assessoria de imprensa da Gol enviou nota oficial em que diz que está se esforçando na busca pelo gato Esquilo. Segundo a empresa, banners foram fixados em locais de grande circulação e cartazes foram colocados nos murais das empresas que atuam no aeroporto de Brasília para que todos os colaboradores tenham acesso à informação.

"As rondas de carro e a pé também são constantes, uma busca intensiva será feita nas dependências do aeroporto durante a noite de hoje, 29.  Ao longo do fim de semana, além das rondas, a procura será intensificada. A GOL contará com o apoio voluntário escoteiros Hokma-Guará para a distribuição de panfletos. Destacamos nossos procedimentos para o transporte de bichos passam, nesse momento, por revisões constantes para que sejam continuamente melhorados", diz a nota da companhia aérea.

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