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Band rebate sindicato e diz que cinegrafista morto usava colete recomendando pelas Forças Armadas

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

06/11/2011 19h41

Band divulga imagens feitas por cinegrafista antes de morrer; veja

O Grupo Bandeirantes divulgou uma nota oficial na noite deste domingo (6) afirmando que o cinegrafista Gelson Domingos da Silva, 46, usava um modelo de colete à prova de balas “de maior capacidade de proteção liberado pelas Forças Armadas para utilização por civis”. Silva foi morto hoje durante uma troca de tiros em uma operação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) na favela de Antares, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele foi atingido no peito por um tiro de fuzil, provavelmente disparado por um traficante.

As afirmações foram feitas em resposta ao Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro que responsabilizou a empresa pela morte. Para a presidente do sindicato, Suzana Blass, a morte do cinegrafista foi uma tragédia anunciada, porque os coletes fornecidos pelas empresas de comunicação não resistem a tiros de fuzil. Ela disse que o sindicato pode recorrer à Justiça para obrigar a Bandeirantes a amparar a família de Domingos.

“Isso [o colete] é uma maquiagem. Os coletes não oferecem segurança para o profissional porque não protegem contra os tiros de fuzil, a arma mais usada pelos bandidos e também pela polícia no Rio. E as emissoras só dão o colete porque a convenção coletiva de trabalho estabeleceu que o equipamento é obrigatório em coberturas de risco", afirmou.

Leia abaixo a íntegra da nota

O Grupo Bandeirantes lamenta a morte do seu funcionário Gelson Domingos, de 46 anos, na manhã deste domingo. O repórter cinematográfico foi atingido no peito em pleno exercício da sua profissão na cobertura de uma operação da polícia na favela de Antares, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. Ele chegou a ser socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento da região, mas não resistiu.

O funcionário estava de colete à prova de balas – modelo permitido pelas Forças Armadas, sempre usados por profissionais da Band em situações como esta. Ele foi atingido por um tiro de fuzil, provavelmente disparado por um traficante.

Gelson Domingos deixa 3 filhos, 2 netos e esposa. Repórter cinematográfico da TV Bandeirantes, ele já trabalhou em outras emissoras como SBT e Record e sempre foi reconhecido pela experiência e cautela no trabalho que exercia.

O Grupo Bandeirantes se solidariza com a família e está prestando toda a assistência.

Sobre as afirmações feitas pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio, a Band considera importante responder os pontos abaixo:

- A segurança de seus funcionários sempre foi prioridade para a emissora, que nunca se negou a discutir ações relacionadas ao tema.

- O sindicato propôs um curso dado por policiais do Bope sobre posicionamento em áreas de risco. Repórteres e cinegrafistas da Band foram treinados.

- Além disso, todos os repórteres e cinegrafistas que trabalham com reportagem de rua têm um seguro diferenciado contratado pela empresa.

- Sobre o colete utilizado nas coberturas, trata-se do III-A, o modelo de maior capacidade de proteção liberado pelas Forças Armadas para utilização por civis.

- Importante ressaltar também que a Band adotou o uso do colete em 2004, muito antes de qualquer imposição feita pelo Sindicato.

*Com informações da Agência Brasil

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