Mediadora do Afroreggae é encontrada morta no Rio de Janeiro

Do UOL Notícias*

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    Após sequestro, a funcionária da AfroReggae Tânia Cristina Moreira, 44, é encontrada morta, na zona norte do Rio de Janeiro

    Após sequestro, a funcionária da AfroReggae Tânia Cristina Moreira, 44, é encontrada morta, na zona norte do Rio de Janeiro

O coordenador do AfroReggae, José Júnior, afirmou nesta sexta-feira (11), que reconheceu no IML (Instituto Médico Legal) de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o corpo da funcionária da ONG, Tânia Cristina Moreira, 44.

Tânia era mediadora de conflitos e atuava em um grupo que conversava com criminosos para tentar diminuir a violência e os conflitos entre facções rivais. A vítima teria sido levada de sua casa, em Vigário Geral, na zona norte do Rio de Janeiro, na quinta-feira (10) por dois ou três homens armados. Segundo Júnior, este é o primeiro caso de sequestro seguido de morte de um mediador da ONG.  

Policiais da 38ª DP (Brás de Pina) e da Divisão Anti-Sequestro estão investigando o caso. O delegado Gilberto Dias, do 38ª DP, afirmou à reportagem que a polícia ainda está investigando as circunstâncias do caso e que, segundo informações preliminares, a vítima foi morta com um tiro. O companheiro de Tânia e uma amiga já prestaram depoimento e afirmaram não saber de nenhuma ameaça de morte que a mediadora  vinha sofrendo. Ninguém foi preso.

Afroreggae divulga vídeo sobre funcionária encontrada morta

Como nenhum objeto foi roubado, a polícia acredita que não se trata de latrocínio (roubo seguido de morte), mas de vingança, que pode ser relacionada com algum dos casos mediados pela funcionária. Veículos de policiais civis foram vistos nas imediações da casa da mulher na noite do crime.

O AfroReggae é uma organização não governamental criada na favela de Vigário Geral, em 1993, que trabalha com projetos sociais. A entidade mantém um grupo com cerca de 20 pessoas responsáveis por intermediar conflitos e conversar com criminosos para tentar evitar confrontos. Tânia desempenhava essa função havia sete anos.

Ela era casada e seu marido também trabalha no AfroReggae. O casal tem uma filha de 1 ano. Tânia também é mãe de uma jovem de 23 anos e de um rapaz de 22, que está preso em Bangu (zona oeste do Rio) por envolvimento com tráfico de drogas.

Segundo integrantes do AfroReggae, Tânia estava em casa, a poucos metros da sede da ONG, acompanhada pela mãe e por uma amiga, quando dois ou três homens chegaram em um Gol branco, invadiram o imóvel, dominaram o trio e fugiram levando a funcionária. O marido dela estava trabalhando na sede da ONG.

O corpo foi encontrado hoje à tarde, abandonado em um matagal no bairro Campos Elísios, em Caxias, com uma perfuração na cabeça. Responsáveis pelo AfroReggae não acreditam que a morte tenha algo a ver com o trabalho dela.

O coordenador da ONG Evandro José da Silva foi morto em um latrocínio no centro do Rio, no dia 17 de outubro de 2009. O caso provocou comoção porque câmeras de segurança mostraram policiais abordando os criminosos, levando o que havia sido roubado e deixando a vítima no chão.

*Com informações da Agência Estado

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