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ANP divulga imagens submarinas e diz que houve redução de vazamento na bacia de Campos

Do UOL Notícias, em São Paulo*

18/11/2011 19h35Atualizada em 18/11/2011 20h04

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgou nesta sexta-feira (18) imagens que mostram a redução do vazamento de óleo em um campo de exploração da Chevron, na bacia de Campos, no litoral norte do Rio de Janeiro. Segundo a agência, a comparação das imagens submarinas mostram uma "redução substancial do vazamento".

O monitoramento do vazamento causado pela atividade de perfuração do poço está sendo feito por meio de imagens de satélites, observação visual por sobrevoos e filmagens submarinas, diz o órgão.

“A comparação das imagens submarinas captadas pelo ROV (sigla em inglês para veículo operado remotamente), que vem sendo recolhidas pela ANP, mostra que o processo de tamponamento, iniciado na madrugada do dia 15, tem apresentado resultados positivos, com redução substancial do vazamento”, diz nota da ANP.

Técnicos da Marinha, da ANP e do Ibama sobrevoaram hoje (18) a bacia de Campos para verificar a dimensão da mancha de óleo vazado no Campo de Frade. Ontem, (17), a ANP divulgou nota informando que a empresa Chevron Brasil conseguiu cimentar o poço de onde está vazando o petróleo.

Segundo a Chevron, a mancha está localizada a 120 quilômetros e se desloca na direção sudeste, ou seja, na direção contrária à costa brasileira. A empresa diz que o volume vazado equivale a 65 barris. No entanto, imagens da agência espacial americana Nasa, divulgadas ontem pela imprensa, mostram que o vazamento pode ser muito maior.

Entre 200 e 330 barris por dia

O Ibama também informou que o grupo usou imagens de satélites e de sobrevoos no local em helicóptero da Marinha para estimar que a vazão média de óleo derramado estaria entre 200 e 330 barris por dia no período de 8 a 15 de novembro. O órgão também informou que houve redução da mancha, que se afasta da costa.

"No sobrevoo realizado hoje pelo helicóptero da Marinha, com técnicos do Ibama, foi observada diminuição da mancha, que continua se afastando do litoral. A partir da observação visual, estima-se que ela esteja com 18 km de extensão e 11,8 km² de área. Destaca-se que no dia 14, a área observada era de cerca 13 km²", informou o Ibama.

"Ressalta-se que, pela característica do vazamento, a maior parte do óleo se concentra nas proximidades da sonda, cerca de um metro abaixo da superfície. Dessa forma, ocorre uma discrepância entre as dimensões da mancha verificadas nas imagens satelitais e as observadas no sobrevoo", continua a nota do Ibama. "Nas imagens do satélite RSAT-2 (as mais adequadas para análise desta situação), dos dias 12 e 14, é possível observar que a dimensão da mancha chegava a 68 km de extensão, com cerca de 160 km² de área."

O Ibama informou que instaurou processos administrativos para investigação do incidente e aplicação das medidas cabíveis prevista em lei.

*Com informações da Agência Brasil e da Agência Estado

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