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Moradores desalojados do Pinheirinho (SP) dizem ter dificuldades para reaver pertences

Daniel Mello

Da Agência Brasil, em São José dos Campos (SP)

24/01/2012 08h09

As famílias despejadas na reintegração de posse no Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de São Paulo), relataram dificuldades para reaver seus pertences ao longo de ontem (23).

Moradores ouvidos pela Agência Brasil disseram que foram impedidos de ter acesso às suas moradias para pegar seus bens. A Polícia Militar faz um controle rigoroso de quem se aproxima da área do terreno.


“Passei o dia inteiro tentando e não consegui caminhão”, disse Eliane Alves. Segundo ela, o preço dos fretes subiu com a procura impulsionada pela desocupação do terreno. Ela tentava levar a mobília da antiga casa para a residência da cunhada.



Zelador e pai de cinco filhos, Edeval Oliveira disse que morava no Pinheirinho há quase oito anos, agora quer levar as coisas que comprou para a casa de uma tia. “Tenho tudo, cama, TV, DVD e dinheiro guardado”, declarou.

Vanaildo Silva disse que foi retirado de sua casa pela polícia de maneira truculenta, e não lhe deram tempo nem de pegar os documentos pessoais.

“Me jogaram no chão, disseram que eu era vagabundo. Mandaram eu nem olhar para trás, se olhasse tomava tiro”. Ele estava só no momento da operação. Precavido, desde o começo da semana mandou os dois filhos e a mulher para a casa da avó.

Ontem, segundo a Folha.com, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta que serão avaliados possíveis abusos cometidos pela PM na reintegração de posse.

O prefeito de São José dos Campos (PSDB), Eduardo Cury, disse em entrevista na noite de ontem que a tutela dos bens dos moradores do Pinheirinho é de responsabilidade da massa falida da empresa Selecta, proprietária da área.

Os objetos que os moradores não conseguiram retirar das casas foram levados pela empresa para um depósito. Segundo o balanço da prefeitura, já foram feitas cem mudanças.

 

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