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Mulher morre dois dias depois de fazer lipoaspiração; família fala em negligência

Léo Pereira

Do UOL, em Florianópolis

31/07/2012 20h36

Uma mulher de 36 morreu dois dias depois de submeter-se a uma lipoaspiração em Criciúma, no sul de Santa Catarina. Familiares acreditam que a comerciante Valdirene dos Santos de Campos foi vítima de negligência médica. Um boletim de ocorrência foi registrado e a polícia investiga o caso.

A cirurgia foi realizada na última quarta-feira (25). Após o procedimento, a comerciante teria sentido fortes dores na região do abdômen. Mesmo assim, recebeu alta no dia seguinte à cirurgia. Como o desconforto persistia, a família entrou em contato com o médico por telefone, já que ele havia viajado para a Europa. O médico teria dito que as reações eram normais.

Segundo familiares, o estado de saúde da comerciante piorou na noite de sexta-feira (27) e ela precisou ser levada ao pronto-atendimento de Forquilinha (212 km de Florianópolis), cidade onde morava. Ainda de acordo com a família, ela teria morrido após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Cunhado da comerciante, Antonio Valnir Rocha contou que Valdirene planejava submeter-se à lipoaspiração havia dois anos e pagou R$ 12 mil pela cirurgia. Mãe de dois filhos --um de 17 e outro de oito anos-- ela cuidava da parte administrativa da oficina mecânica do marido.

O atestado de óbito aponta complicações decorrentes de hemorragia interna como causa da morte. O laudo definitivo do Instituto Médico Legal deve ser concluído nos próximos dias.

O Hospital Unimed de Criciúma, onde a lipoaspiração foi realizada, divulgou nota afirmando que a cirurgia ocorreu dentro do tempo previsto e que o cirurgião avisou sobre a viagem à Europa antes de iniciar a abdominoplastia, deixando o contato dele e de outro profissional, que ficaria de sobreaviso.

O médico já retornou da viagem, mas preferiu não se pronunciar, dizendo-se abalado com o caso.

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