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Monomotor que fazia voos panorâmicos por R$ 50 cai e mata quatro pessoas em Acreúna (GO)

Lourdes Souza

Do UOL, em Goiânia

09/09/2012 20h27Atualizada em 10/09/2012 11h12

A queda de um avião monomotor de prefixo N1009F provocou a morte de quatro pessoas, na tarde deste domingo (9), na cidade de Acreúna (157 km de Goiânia).

O acidente foi registrado por volta das 16h30. Na queda, morreram o piloto, Gari Paulo Costa e Silva,  duas moradoras da cidade --as irmãs Franciele Alves Freitas, 19, e Andressa, 14 --e uma moradora da vizinha Caçu --a jovem Nívia Maria Gomes de Barros, 24.

O acidente ocorreu a cinco quilômetros da cidade, próximo ao aeroclube local. A área da queda foi  isolada por policiais militares e por oficiais do Corpo de Bombeiros.

Sogro de uma das vítimas, Franciele, Afrânio Rodrigues da Costa, 55, contou que o monomotor estava na cidade realizando voos panorâmicos a R$ 50 por passageiro. Segundo ele, as duas irmãs foram levadas ao aeroclube pelo pai delas, que assistiu à decolagem.

De acordo com Costa, minutos após decolar, o avião caiu de ponta. “Os familiares assistiram à queda. Está todo mundo muito triste”. Ele disse que na tarde de sábado (8) a aeronave apresentou problemas durante um voo na cidade.

Uma moradora de Acreúna, Marta Alves de Oliveira Aires, 40, disse que um vizinho dela, Elvis da Silva Dutra, 25,  fez um voo na tarde de sábado (8) e registrou os problemas do monomotor.

Por telefone, ela relatou ao UOL que Dutra gravou pelo celular os momentos em que o avião perdeu altitude e quase caiu. “Ontem (sábado), houve problemas, então, o correto seria parar as viagens e realizar manutenção. Essa tragédia seria evitada”, disse.

Os corpos das vítimas já foram resgatados. A perícia foi realizada pela equipe da Polícia Técnico-Científica de Rio Verde. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Assista a vídeo de voo em avião gravado um dia antes do acidente

A perícia está sendo realizada pela Polícia Técnico-Científica de Rio Verde, município vizinho. Não há ainda informações sobre quem seria o dono da aeronave.

O monomotor é um Cessna 172, pilotado por  Silva, que aproveitou a Exposição Agropecuária de Acreúna para oferecer voos panorâmicos.

A perícia foi realizada pela equipe da Polícia Técnico-Científica de Rio Verde, assim como as apurações iniciais sobre as causas do acidente. 

A polícia ainda não tem informações sobre a qualificação do piloto, se ele era habilitado para pilotar a aeronave.

A assessoria de imprensa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o prefixo N1009F não está registrado no Brasil. A aeronave foi comprada nos Estados Unidos, mas não tinha autorização para voar no território nacional. 

 

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