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Bope "limpa terreno" na favela da Rocinha antes de instalação de UPP

Nem (foto) é ex-chefe do tráfico na Rocinha; ele está preso desde novembro de 2011 - Divulgação
Nem (foto) é ex-chefe do tráfico na Rocinha; ele está preso desde novembro de 2011 Imagem: Divulgação

Do UOL, no Rio

18/09/2012 16h32

O Bope (Batalhão de Operações Especiais) realizou uma operação nesta terça-feira (18) na favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, com o objetivo de preparar a comunidade para receber oficialmente uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

Além disso, a divisão de elite da PM tinha o objetivo de localizar e prender suspeitos de envolvimento na morte de um policial militar, na última quinta-feira (13).

Durante a ação, os policiais apreenderam motos em situação irregular, documentos, entre outros materiais. Ainda não há informações sobre prisões e/ou apreensões de entorpecentes. Não houve troca de tiros.

A ação do Bope, que contou com o apoio do Batalhão de Choque, é a primeira etapa do que a Secretaria Estadual de Segurança Pública chama de "limpeza de terreno" --incursões que garantem o reforço da pacificação antes da inauguração de uma UPP.

De acordo com o planejamento do governo estadual, a UPP da Rocinha deve ser inaugurada nesta quinta-feira (20). A unidade contará com cerca de 720 policiais.

A favela da Rocinha foi ocupada pelas forças policiais no fim do ano passado. O ex-chefe do narcotráfico na comunidade, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, foi detido por agentes do Batalhão de Choque quando tentava fugir escondido em um porta-malas.

O criminoso está preso na penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Morte de policial

Na madrugada desta segunda-feira, a Polícia Civil do Rio prendeu Rafael da Silva de Barros, 18, que confessou ter assassinado o policial militar Diego Bruno Barbosa Henriques, segundo a titular da delegacia do Leblon (14ª DP), Flávia Monteiro. O crime ocorreu na quinta-feira (13).

O jovem foi localizado em um viaduto em Botafogo, na zona sul, a partir de informações fornecidas pela própria mãe do acusado.

No sábado (15), mais de 40 agentes da Divisão de Homicídios realizaram uma ação na comunidade com o objetivo de localizar os envolvidos no crime. Segundo a investigação, um outro suspeito permanece foragido --ele foi identificado como Ronaldo Azevedo da Cunha, 24.

O PM assassinado era um dos responsáveis por patrulhar a Rocinha, e foi morto quando circulava a pé por uma viela na comunidade. O corpo da vítima foi enterrado na última sexta-feira (14).

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