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Após morte de jovem no Rio, comandante diz que PMs só devem atirar quando têm certeza

O motorista Valmir Miguel da Silva, 53, pai do adolescente Rafael Costa, acusa policiais militares do 16º BPM (Olaria) de metralharem o carro conduzido pela vítima. O garoto, morto com um tiro de fuzil no pescoço, estava com outros quatro jovens na noite deste domingo (28). Rafael morreu após ser baleado quando dirigia o carro da mãe, na estrada Porto Novo, em Cordovil, na zona norte do Rio de Janeiro. - Fabio Gonçalves/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
O motorista Valmir Miguel da Silva, 53, pai do adolescente Rafael Costa, acusa policiais militares do 16º BPM (Olaria) de metralharem o carro conduzido pela vítima. O garoto, morto com um tiro de fuzil no pescoço, estava com outros quatro jovens na noite deste domingo (28). Rafael morreu após ser baleado quando dirigia o carro da mãe, na estrada Porto Novo, em Cordovil, na zona norte do Rio de Janeiro. Imagem: Fabio Gonçalves/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Do UOL, no Rio

29/10/2012 13h12

Ao comentar a morte do menor Rafael Costa, baleado por engano no domingo (28) durante abordagem policial na zona norte do Rio de Janeiro, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir Costa Filho, afirmou que os agentes da corporação "só devem atirar quando há segurança". Segundo o oficial,  "a principal missão da corporação é a preservação da vida".

Em nota, Costa Filho classificou como "lamentável" a atitude do sargento Márcio Peres de Oliveira, 36, lotado no 16º BPM (Olaria), que admitiu ter alvejado o veículo da vítima. O policial foi preso e autuado por homicídio doloso (quando há intenção de matar).

Segundo a PM, oito policiais estavam presentes na cena do crime --eles ocupavam dois carros. A polícia informou ainda que o próprio sargento procurou a 22ª DP (Penha), onde confessou ter sido responsável pelos disparos. Ele está detido no BEP (Batalhão Especial Prisional).

Todas as armas utilizadas pelos PMs foram recolhidas para perícia, e o resultado deve sair nos próximos 30 dias. Pelo menos dez pessoas já prestaram depoimento.

O adolescente dirigia o carro da mãe quando um dos pneus do veículo furou em um ponto da estrada do Porto Velho, por volta das 19h. Os PMs associaram o barulho do estouro do pneu a disparos de arma de fogo e atiraram contra a vítima.

Um dos quatro disparos realizados contra o carro --Rafael dirigia escondido, já que o veículo é da mãe-- atingiu o pescoço do jovem, que chegou morto ao hospital.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil. Na companhia da vítima estavam outras quatro pessoas: dois irmãos, que prestaram depoimento durante a última madrugada, e dois amigos, dos quais um foi ferido de raspão no ombro.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública ainda não se pronunciou sobre o caso. O corpo de Rafael Costa será enterrado nesta segunda-feira (28), às 16h, no cemitério de Irajá, na zona norte da cidade.

Cotidiano