Cão labrador da PM do Rio é ameaçado por traficantes após encontrar drogas em favela

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

  • Reprodução/Twitter

    O cão labrador Boss é um dos que mais se destacam no BAC (Batalhão de Ações com Cães) da PM do Rio

    O cão labrador Boss é um dos que mais se destacam no BAC (Batalhão de Ações com Cães) da PM do Rio

O cão labrador Boss entrou na lista negra do tráfico de drogas do complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, depois de ajudar a localizar mais de 300 kg de maconha, neste domingo (28).

O animal, um dos 69 cães que fazem parte do BAC (Batalhão de Ações com Cães), recebeu ameaças identificadas pela escuta da PM, que monitora os radiotransmissores utilizados pelos criminosos. A ordem seria a de "mirar no marrom" (em referência à cor de Boss).

Desde o início do processo de pacificação na região, Boss e seus companheiros já localizaram cerca de 470 kg de entorpecentes. De acordo com o subcomandante do BAC, major Vítor Valle, cada patrulha do canil da PM conta com dois cães e nove policiais responsáveis especificamente pela segurança dos animais.

"A gente encara isso como uma situação normal. O risco é para todo mundo. Ele é ameaçado como qualquer policial, que está sujeito a esse tipo de situação quando enfrenta o tráfico de drogas. O cão também será ameaçado, principalmente se considerarmos os resultados do BAC. Nossos cães já ajudaram a encontrar mais de 1,5 t de drogas nos últimos anos", afirmou o oficial.

No entanto, o major ressalta que esta é a primeira vez em que um dos cães do BAC recebe ameaças diretas por parte do tráfico de drogas. "Desde 1955, quando surgiu o canil da PM, nunca tivemos um caso como esse. Nunca tivemos nem sequer um cão ferido durante operações policiais", disse.

Segundo o subcomandante, o trabalho de Boss sempre foi considerado "excelente", sendo ele um dos cães que mais se destacam no batalhão. "Há alguns outros cães que se destacam também, mas ele [Boss] virou alvo em função da repercussão sobre a apreensão de domingo", afirmou.

Questionado se a rotina do animal poderia ser alterada em razão das ameaças, o major afirmou que "nada vai mudar". Para ele, a função exercida por Boss não é tida pelo animal como um "trabalho, e sim como diversão". "Ele vai continuar se divertindo", finalizou.

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