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Nova onda de ataques em SC atinge sete locais, já são 30 em nove cidades

Pessoas observam ônibus queimado em Joinville (SC). Foi o primeiro ataque do tipo na cidade - Pena Filho/Agência RBS
Pessoas observam ônibus queimado em Joinville (SC). Foi o primeiro ataque do tipo na cidade Imagem: Pena Filho/Agência RBS

Renan Antunes de Oliveira

Do UOL, em Santa Maria (RS)

02/02/2013 10h39

A Polícia Militar de Santa Catarina divulgou na manhã deste sábado (2) o balanço do terceiro dia da nova onda de ataques a instalações policiais e transportes coletivos no Estado. Com sete na madrugada, eleva-se para 30 o número de atentados, em nove cidades.

A Prefeitura de Itajai (100 km de Florianópolis) foi atacada a tiros. Não houve feridos. Cinco dos sete ataques foram em Joinville, também sem feridos.

Hoje, ainda, foi anunciada a prisão em flagrante de dois homens acusados de dois atentados da nova onda, realizados na quinta em Itajaí.

Segundo o delegado Celso Andrade, da delegacia local, Willian Carlos Mafra, de 18 anos, e João Krieger, de 31, teriam confessado participação nos ataques ao Codetran (Coordenadoria Municipal de Trânsito) da cidade e a uma revenda de veículos. Os acusados não puderam ser ouvidos.

"Eles confessaram que os ataques foram encomendados, citaram os nomes dos mandantes, mas não podemos informar nada mais para não prejudicar as investigações", disse o delegado - as informações só foram repassadas à inteligência da Polícia Civil, em Florianópolis.

O delegado Andrade disse que os dois presos fariam parte de uma quadrilha de traficantes. A polícia chegou neles com a ajuda de informantes, apenas uma uma hora e meia depois de um dos atentados. Ainda segundo Andrade, na abordagem dos agentes, no bairro Matadouro, dois conseguiram fugir. Apesar de armados, nenhum deles reagiu. Os presos são acusados de danos ao patrimônio público e formação de quadrilha.

Santa Catarina está enfrentando uma segundo onda de atentados, depois daquela ocorrida em novembro. Na ocasião, as autoridades concluíram que os ataques eram coordenados de dentro dos presídios pela facção criminosa PGC, Primeiro Grupo Catarinense, criada por detentos da cadeia de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. O fim de regalias para os líderes teria sido o estopim.

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