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São Paulo pode ter greve e protesto de motoboys na sexta-feira (22)

Gil Alessi

Do UOL, em São Paulo

21/02/2013 12h38

O Sindimoto-SP (sindicato da categoria dos motoboys) pode declarar greve e desencadear protestos pela cidade na sexta-feira (22), caso o Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) decida punir os motociclistas que ainda não se adequaram às novas regras de segurança aprovadas pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) em 2010. Uma reunião entre as duas entidades será realizada hoje às 14h.

Entenda a lei

A lei aprovada pelo Contran prevê que os motoboys utilizam antena ou aparador de linha na moto -para evitar acidentes com pipas-, protetor para os membros inferiores, faixas reflexivas no capacete, e baú com o nome da empresa e telefone para reclamações. Além destas medidas de segurança, os profissionais devem fazer um curso de formação, e uma atualização na carteira de habilitação.

De 2010 para cá, o Detran-SP tem realizado apenas a fiscalização educativa, sem multar os motoboys que não estão regularizados e com os devidos equipamentos de segurança. Ontem o Contran determinou que o prazo para a adequação dos motoristas não será estendido, e que cabe aos Detrans punirem os infratores com multas de até R$ 191 e apreensão da moto.

“Não somos contra a lei, pelo contrário, mas precisamos de mais tempo para que nos adequemos. Se o Detran for inflexível, vamos organizar paralisações e protestos pela cidade”, afirmou.

"A exigência do curso em um prazo tão curto inviabiliza o processo. Temos 500 mil motoboys no Estado, e apenas 30 locais que oferecem as aulas. Alguns afiliados do sindicato relatam fila de espera de até seis meses para conseguir fazer a matrícula”, afirmou Gilberto Almeida dos Santos, presidente do sindicato. 

O custo dos cursos e equipamentos também é visto como um empecilho para o sindicato. “A regulamentação toda custa para o motoboy cerca de R$ 1.500, tendo em vista que o salário base da categoria é de R$ 900”, concluiu Santos.

O Detran informou que o curso de motofrete é oferecido no Estado em 47 locais, e que “hoje, o profissional consegue se matricular para realizar o curso na segunda semana de março, gratuitamente”.   

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