Calçada ao lado de DP na zona leste de São Paulo vira cemitério de carcaças

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Folha de S.Paulo

A calçada do 59º DP (Jardim Helena), na zona leste de São Paulo, virou um depósito de carcaças de carros na última semana. A Polícia Civil, em uma ação em conjunto com o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), retirou 64 esqueletos de veículos do rio Tietê e as empilhou no local.

O empilhamento de carcaças prejudicou a passagem de pedestres e pode causar problemas de saúde a moradores da região. "Nesta rua tem uma escola e um campinho de futebol e, por isso, passa muitas crianças. Elas [crianças] são curiosas e ficam olhando dentro dos carros, colocando a mão nas ferrugens. É um perigo", disse Michele Santos, que mora perto do local.

Santos vive na região há cerca de 20 anos e afirmou que nunca aconteceu nada semelhante. "Eu já vi carros batidos no estacionamento deles [polícia], mas na rua, como estão fazendo, é a primeira vez. Não entendo porque falam tanto para termos cuidado com a dengue dentro da nossa casa, se na rua não ajudam", disse.

 

A assessoria de imprensa da Segurança Pública informou que o delegado Vicente Marques dos Reis, titular do 59º DP, informou que os veículos serão identificados antes de serem encaminhados a outros locais. Caso sejam de origem ilícita, o dono será procurado e o caso será investigado. Se não houver irregularidade, as carcaças serão devolvidas aos proprietários ou encaminhadas a pátios. (FELIPE SOUZA)

O 59º DP (Jardim Noemia) retirou carros de córregos e, sem espaço para todos, deixou-os na rua Vistosa da Madre de Deus e em cima da calçaada

Adriano Vizoni/Folhapress

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