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Tráfego na Rio-Santos (SP) é parcialmente liberado após nova queda de barreira

Barreira caiu no morro da Barra do Una, em São Sebastião, no litoral paulista - Reprodução/Facebook @Barradouna
Barreira caiu no morro da Barra do Una, em São Sebastião, no litoral paulista Imagem: Reprodução/Facebook @Barradouna

Do UOL, em São Paulo

19/03/2013 07h38Atualizada em 19/03/2013 15h26

A rodovia Manuel Hyppolito Rego (Rio-Santos) foi parcialmente liberada para o tráfego de veículos no quilômetro 158, na altura de São Sebastião (SP), por volta das 10h desta terça-feira (19). A pista tinha sido interditada após queda de barreira à 1h47 desta terça-feira.

Segundo o DER (Departamento de Estradas de Rodagem), para garantir a segurança dos motoristas, o tráfego no local é feito em sistema de comboio, com 15 veículos por vez passando pelo trecho com problemas. A liberação parcial ocorre entre os quilômetros 156 e 162, na altura de Maresias. 

Segundo o DER, as encostas na região ainda estão molhadas e persiste o risco de novos deslizamentos. Por isso, a pista está sob monitoramento, com técnicos do órgão e agentes da Polícia Militar Rodoviária no local, e há possibilidade de nova interdição se voltar a chover forte. 

A Rio-Santos voltou a ser afetada por queda de barreiras e pontes, que provocaram interdições da pista, após as fortes chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo durante o final de semana. A rodovia foi liberada para tráfego ontem por volta das 14h30 após quase 27 horas de interdição, iniciada na manhã de domingo (17), entre os quilômetros 156 e 162. A liberação, nos primeiros momentos, aconteceu de forma controlada, com monitoramento de fiscais do DER e agentes da Polícia Militar Rodoviária.

A rodovia Mogi-Bertioga também ficou interditada entre o quilômetro 77 e o 98, em bloqueio que teve início na noite de domingo e terminou às 18h desta segunda (18). Fiscais do DER e agentes da Polícia Militar Rodoviária acompanharam as movimentações após a liberação do trecho, realizando operações de comboio. A Mogi-Bertioga tem tráfego normal nesta segunda-feira. 

Ontem, o diretor regional do DER, Orlando Morgado Junior, havia explicado que a demora para a liberação da pista se devia à iminência de novos desabamentos.

São Sebastião está em estado de calamidade pública desde a noite do domingo. O número de desabrigados já passa de mil. As famílias estão divididas entre casas de amigos e parentes, uma escola em Maresias e um ginásio em Boiçucanga, como locais de alojamento temporário. Ontem, o governo do Estado liberou R$ 1,5 milhão para obras.

Obras de recuperação não foram feitas

Segundo a assessoria de imprensa do governo de São Paulo, foi liberado R$ 1,5 milhão para obras de recuperação de pontes após as chuvas que atingiram a região em fevereiro. A assessoria diz que a verba não foi utilizada porque o governo aguarda o envio de documentação por parte da prefeitura de São Sebastião para que sejam finalizados os trâmites do envio dos recursos.

Em entrevista ao UOL por telefone, o prefeito afirmou que a documentação para o repasse dos recursos não foi encaminhada ao governo do Estado porque não houve tempo hábil. "É necessário elaborar estudos hidrológicos, projetos e abrir licitação. Se não fizer todo esse trâmite, não tem como receber o dinheiro", disse.

De acordo com o prefeito, que há 26 pontes e passarelas destruídas no município desde as chuvas de fevereiro. O dinheiro repassado pelo governo do Estado será usado para reconstruir as obras.

Rio de Janeiro

Em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, 17 pessoas morreram em decorrência das chuvas.  Entre os mortos pela chuva, estão dois técnicos da Defesa Civil. Há também dois irmãos --um adolescente e um bebê-- moradores do bairro de Quitandinha entre as vítimas fatais. Eles estavam em casa quando foram soterrados durante um deslizamento de terra. Segundo Sérgio Cabral, governador do Rio, 650 pessoas ficaram desabrigadas em todo o Estado.

O prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, afirmou, em entrevista coletiva, que ainda há cerca de 5.000 famílias morando em áreas de risco na cidade e precisam mudar para outras áreas. Por ora, a prefeitura só prevê retirar e realocar 164 delas.  O trabalho total de remoção só deve ser concluído no prazo de três anos.

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