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Brasil precisa investir em defesa porque "mundo é imperfeito", diz Amorim

O vice-presidente da República, Michel Temer (à esq.) manuseia uma arma durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança - Marco Antônio Teixeira/UOL
O vice-presidente da República, Michel Temer (à esq.) manuseia uma arma durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança Imagem: Marco Antônio Teixeira/UOL

Carolina Farias

Do UOL, no Rio

09/04/2013 12h58

Na abertura da Laad Defesa e Segurança, feira internacional do setor que começa nesta terça-feira (9) no Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro, o ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que o Brasil tem de continuar a investir em defesa e suas tecnologias, apesar de ter relações de amizade com os países da América do Sul e de cordialidade com os membros da ONU (Organização das Nações Unidas).

"O mundo é um lugar imperfeito. Apesar dos avanços da ONU, os conflitos persistem e novas ameaças sempre surgem, além das velhas ameaças do autoritarismo, do fundamentalismo, da escassez de recursos. O Brasil e a América do Sul detêm esses recursos, alimentos, água, que um dia podem ser mais importantes que o petróleo”, afirmou o ministro. “Temos de defender os interesses de nossa população.”

O vice-presidente da República, Michel Temer, seguiu a mesma linha de discurso de Amorim, em que afirmou que a Constituição brasileira assegura que a defesa do país não tem caráter belicoso, mas para a construção de diálogos no lugar de conflitos. Ele citou a presença do Brasil no Haiti e de embarcações da Marinha Brasileira no Líbano.

Temer falou da visita que fez à Coreia do Sul há um ano, na Cúpula de Segurança Nuclear 2. "Eles disseram que a segurança nuclear é para fins pacíficos, e ressaltei que no Brasil a atividade também é para fins exclusivamente pacíficos. Temos de nos manter aparelhados, mas para esses efeitos. Seria ingênuo não nos aparelharmos, mas [o conflito] não é nosso objetivo", afirmou o vice-presidente.

Dia dos vices

Além de Temer, outro vice peemedebista assumiu o destaque na abertura da feira. Luiz Fernando Pezão substituiu o governador Sérgio Cabral (PMDB) no evento. Ele afirmou que os avanços na segurança do Estado nos últimos anos aconteceram graças à parceria com os governos Lula e Dilma.

"Vamos sediar grandes eventos e recebemos investimentos principalmente em segurança pública graças a essa parceria, uma vitória que seria inimaginável há seis anos. Sem a parceria, não conquistaríamos esses eventos", afirmou Pezão.

Pezão é pré-candidato ao governo do Estado em 2014, e o lançamento antecipado de sua candidatura vem causando rusgas entre o PMDB e o PT, aliados na esfera federal. Pelo PT, o senador Lindbergh Farias também é pré-candidato no Rio.

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