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Ao deixar arma cair, policial leva tiro na cabeça e morre em São Paulo

Carro da polícia estacionado no local onde um policial militar foi baleado na cabeça, nesta sexta-feira (26), após entrar em luta corporal com um suspeito, na avenida Raimundo Pereira de Magalhães - Eduardo Ferreira/Futura Press
Carro da polícia estacionado no local onde um policial militar foi baleado na cabeça, nesta sexta-feira (26), após entrar em luta corporal com um suspeito, na avenida Raimundo Pereira de Magalhães Imagem: Eduardo Ferreira/Futura Press

Do UOL, em São Paulo

26/04/2013 20h44Atualizada em 26/04/2013 20h48

Um policial militar morreu na noite desta sexta-feira (26), na zona norte de São Paulo, após ser baleado na cabeça ao entrar em uma luta corporal com um suspeito aparentemente drogado. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Militar.

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Segundo a corporação, o profissional foi acionado para checar uma denúncia de que um homem estaria vendendo drogas em frente a um mercado, na avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em Pirituba.

No local, o suspeito --aparentemente drogado, de acordo com a PM-- enfrentou o policial, que na luta corporal deixou a arma cair no chão. O homem pegou a pistola e atirou contra a vítima, que foi levado para o Posto de Saúde de Pirituba, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 17h25.

O autor do disparo foi preso. Os nomes, tanto do suspeito como do policial, não foram divulgados. 

Violência em São Paulo

O primeiro trimestre de 2013 foi o mais violento dos últimos três anos em todo o Estado de São Paulo. A violência em todo o território paulista, segundo dados da secretaria estadual de Segurança Pública, é puxada pelos índices da capital e da Grande São Paulo. 

Ao todo, os meses de janeiro a março de 2013 tiveram 537.790 ocorrências registradas em todo o Estado, diante de 536.220 no mesmo período de 2012 e 503.454 no de 2011.

A cidade de São Paulo fechou o primeiro trimestre de 2013 com aumento de 18% no número de homicídios dolosos em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o oitavo mês consecutivo em que os números aumentaram, se comparado aos meses equivalentes no ano anterior.

Especialistas em segurança pública divergiram sobre a explicação ao aumento dos casos de violência em São Paulo. Para o cientista político Guaracy Mingardi, o avanço dos homicídios é fenômeno que se observa pelo menos desde o ano passado e que, dadas as chacinas na capital e na Grande São Paulo desde ano passado, se assemelham aos picos de violência que marcaram o final dos anos 1990 na capital e na região metropolitana.

Já a coordenadora do núcleo de análise de dados do instituto Sou da Paz, Ligia Rechenberg, afirmou que, apesar do aumento dos crimes contra a vida em comparação a trimestres passados, os índices "vêm caindo paulatinamente".

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