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Sobre pastor acusado de estupro no Rio, Feliciano diz que 'tem de esperar a Justiça'

O pastor Marcos Pereira abraça o pastor e deputado federal Marcos Feliciano em imagem de arquivo - Divulgação/ADUD
O pastor Marcos Pereira abraça o pastor e deputado federal Marcos Feliciano em imagem de arquivo Imagem: Divulgação/ADUD

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

08/05/2013 15h05

O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) disse, nesta quarta-feira (8), que "tem de esperar a Justiça", sobre seu colega, o também pastor Marcos Pereira da Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, preso na noite de terça-feira (7) acusado de estupro.

“Tem de esperar a Justiça. Toda pessoa é inocente até que se prove o contrário. Não sei dizer [se há injustiça no caso], mas a Justiça não faria uma coisa dessas de graça. Tem de esperar os autos”, afirmou o parlamentar, enquanto saía do plenário da Câmara dos Deputados.
 
Segundo o delegado Márcio Mendonça, titular da Delegacia de Combate às Drogas do Rio de Janeiro, o pastor fazia orgias com homens, mulheres e menores dentro de uma igreja em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, sob a alegação de que as pessoas estavam possuídas por demônios e precisavam ter relações sexuais com ele, que era uma pessoa santa
 
Em 19 de fevereiro deste ano, Feliciano chegou a usar a tribuna da Câmara dos Deputados para discursar em defesa do pastor que havia sido denunciado em uma reportagem de televisão. Na ocasião, Feliciano o classificou como um “homem reconhecido da nação” e “uma pessoa de bem”.
 

Polêmicas


Apesar de estar envolvido nos últimos meses em debates inflamados, Feliciano está tentando adotar discursos com menos polêmicas.
Quando questionado sobre o cancelamento da reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que é presidida por ele, o deputado não quis defender os projetos que iria colocar em votação, apenas que fosse permitido o andamento “normal” dos trabalhos. 


“Ele [o projeto de ‘cura gay’] está na pauta e tem de ser votado. Eu não sou o autor do projeto, eu não sou o relator. Eu não estou empenhado para votar [o projeto]. A CDH [Comissões de Direitos Humanos] é vazia e não tem pauta. O que tem lá dentro são três ou quatro projetos, e a gente não pode viver só de audiência pública. Tem que colocar e votar”, justificou.


Feliciano voltou a negar que encare o homossexualismo como doença: “Não é uma doença. Eu não acredito em nada. Eu sou apenas o presidente da Comissão de Direitos Humanos”, continuou.


Em conversa, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu que Feliciano cancelasse a reunião de hoje à tarde, que trataria de projetos que permitem a “cura gay” por psicólogos e o que estabelece a criminalização da “heterofobia” (a discriminação contra heterossexuais).

 

Alves pediu que a reunião não fosse realizada para evitar tumultos e prejuízo às demais atividades da Casa, que tinha audiências públicas com índios, trabalhadores rurais e ministros.

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