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Justiça ouve testemunhas no caso da enfermeira que espancou yorkshire em GO

Lourdes Souza

Do UOL, em Goiânia

06/06/2013 15h55

Uma audiência sobre o caso da enfermeira Camila Correia, que espancou um cachorro da raça yorkshire na frente da filha, foi realizada nesta manhã (6), na 2ª Vara Criminal de Formosa (289 km de Goiânia).

Testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas pelo juiz Fernando Oliveira Samuel, representantes do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e advogados de defesa.

Vídeo mostra yorkshire agredido e morto em GO

Como o caso corre em segredo de Justiça, os nomes dos ouvidos não foram divulgados pela Justiça. Após a audiência desta quinta, novas testemunhas foram convocadas tanto pela defesa como pelo MP-GO.

A nova oitiva acontecerá no próximo dia 31 de julho, às 9 horas. Camila Correia é acusada de maus-tratos e constrangimento da criança de três anos, que assistiu ao espancamento do animal. Ela ainda não foi ouvida pela Justiça.

O MP-GO propôs ação que acusa Camilla de crime ambiental e delito previsto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), em razão da agressão e morte do cachorro.

No processo, o MP-GO pede ainda que a enfermeira seja condenada a indenizar os interesses difusos e coletivos lesados, decorrentes do abalo à moral coletiva. O promotor Heráclito DAbadia Camargo pede que o valor mínimo da indenização aplicada pelo juiz seja de R$ 20 mil. O pagamento beneficiaria o Fundo Municipal do Meio Ambiente.

O crime contra a cadela foi filmado por um vizinho de Camilla e gerou comoção em todo o país ao ser divulgado no Youtube, em dezembro de 2011. Nas gravações, que contêm imagens fortes, a enfermeira arremessa o cachorro contra a parede e utiliza um balde para bater na cabeça do animal.

Ao final das agressões, ele aparece tremendo em um dos cantos da área de serviço e é coberto pelo balde. Nas gravações, uma criança assiste a todo o espancamento, que teria ocasionado a morte da cadela.

O caso ganhou repercussão na internet, e mais de 15 milhões de pessoas assinaram uma petição pública online pedindo pena máxima de crime de maus tratos para a enfermeira.

A pena prevista para crime ambiental varia de três meses a um ano de reclusão e multa; já para o delito do ECA, a punição é de seis meses a dois anos de detenção.

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