Protesto contra aumento da tarifa de ônibus termina em confronto em São Paulo; 15 são detidos

Marivaldo Carvalho

Do UOL, em São Paulo

Um protesto com cerca de 2.000 manifestantes, segundo a PM, contra o aumento da tarifa de ônibus --que subiu de R$ 3 para R$ 3,20 no último domingo (2)-- terminou em confronto, fechamento da avenida Paulista e depredações a patrimônios públicos na noite desta quinta-feira (6). Segundo a Polícia Militar, 15 pessoas foram detidas. O grupo foi encaminhado para o 78º DP (Jardins). O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres, está entre os detidos, de acordo com a PM.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a via havia sido liberada por volta das 20h30, mas, novamente, por volta das 21h10, um grupo menor de manifestantes voltou a ocupar duas faixas da avenida. Por volta das 22h10, a via foi liberada nos dois sentidos, e os manifestantes dispersaram. A Tropa de Choque permanecia no local e chegou a lançar bombas de gás lacrimogêneo para conter o protesto. Manifestantes também revidaram com bombas.

Por volta das 20h20, manifestantes tentaram entrar no shopping Pátio Paulista, já próximo ao Paraíso, e o estabelecimento precisou ser cercado pela Polícia Militar. A Tropa de Choque chegou por volta das 20h50 ao local e tumulto no local perdeu força.

Com palavras de ordem como "Ei, polícia, recua, é o poder popular que tá na rua" e "Ô motorista, ô cobrador, o seu salário também não aumentou", os manifestantes entraram em choque inicialmente na Paulista, perto das 20h, quando a PM reagiu com bombas de efeito moral para dispersar o grupo. Os manifestantes revidaram com fogo em objetos no meio da via e lixo.

Foram disparadas cerca de dez bombas e também tiros de borracha. Os pedestres, muitos sem relação com a manifestação, estavam com rostos cobertos para se proteger contra os gases.

Imagens captadas por câmeras de TV, no alto, mostraram ainda civis saqueando bancas de jornais localizadas na avenida.

Na confusão, a entrada das estações Trianon-Masp e Brigadeiro, da linha 2 - verde do metrô, foram depredadas.

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Mais cedo, os manifestantes bloquearam a avenida Nove de Julho, no sentido bairro, na altura da praça da Bandeira.

Passageiros que seguiam para o Terminal Bandeira e para o metrô acabaram sendo atingidos pelo gás lacrimogêneo lançado pela polícia. Ainda não há informações oficiais sobre feridos.

Organizada pelo Movimento Passe Livre, a manifestação reúne estudantes, trabalhadores e representantes de partidos políticos. Segundo a Polícia Militar, as pessoas partiram às 17h50 da praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo, em direção à avenida Nove de Julho e depois para a Paulista.

Estudantes disseram, por telefone, que colocaram fogo em uma catraca de ônibus no encontro da 9 de Julho com a avenida Vinte e Três de Maio. (Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)


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