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Manifestantes dizem só sair da frente da casa de Cabral com explicações sobre gastos da Copa

Desde sexta-feira (21), os manifestantes estão em acampamento no Leblon (Rio) - Gabriel de Paiva/Agência O Globo
Desde sexta-feira (21), os manifestantes estão em acampamento no Leblon (Rio) Imagem: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

Da Agência Brasil, no Rio

25/06/2013 13h58

Cerca de 20 pessoas, a maioria estudantes, segue acampada próximo ao prédio onde mora o governador do Rio, Sérgio Cabral, na esquina da Avenida Delfim Moreira com a Rua Aristides Espíndola, no Leblon, zona sul da cidade. Segundo os manifestantes, o protesto, que começou no fim da tarde da última sexta-feira (21), só vai terminar quando o governador der explicações sobre os gastos com a Copa do Mundo e o transporte público.

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Policiais do 23º Batalhão da PM (Polícia Militar) continuam com o esquema de segurança, isolando todo o quarteirão. Quatro viaturas da PM permanecem no local. Guardas municipais e agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) auxiliam o trânsito na região.

O grupo está acampado em cinco barracas e recebe doações de água e alimentos dos moradores. Alguns motoristas que passam pelo local buzinam e gritam palavras de apoio aos manifestantes. De acordo com um integrante do grupo que não quis se identificar, uma pauta de reivindicações foi elaborada e será entregue ao governador.

"Temos recebido o apoio de moradores e até dos policiais. Estamos aqui de forma pacífica. Queremos o debate, a discussão de ideias. É uma pena termos que ficar aqui até agora sem receber uma única satisfação por parte do governo", disse o manifestante.

O grupo espera receber também o apoio de moradores da favela da Rocinha, que farão um protesto no fim da tarde e prometeram se juntar ao grupo que está próximo à casa do governador.

A única ocorrência policial registrada durante o protesto foi a prisão de um motorista que avançou o bloqueio da CET no último sábado (22). Ele foi levado para a delegacia do Leblon e preso por embriaguez ao volante e injúria por preconceito. O homem foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal, mas se recusou a fazer exame de verificação de embriaguez. Ele pagou fiança e foi liberado.

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