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Vandalismo não será tolerado, diz Cabral sobre confronto em frente à sede do governo do Rio

Homem é detido próximo ao Palácio da Guanabara, sede do governo do Rio - Felipe Dana/AP
Homem é detido próximo ao Palácio da Guanabara, sede do governo do Rio Imagem: Felipe Dana/AP

Do UOL, no Rio

11/07/2013 22h21Atualizada em 11/07/2013 23h09

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), divulgou nota nesta quinta-feira (11) na qual afirma que “o vandalismo não será tolerado no Estado”. O texto foi divulgado após uma manifestação em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, em Laranjeiras, na zona sul do Rio, que terminou em confronto entre a Polícia Militar e manifestantes depois que rojões foram lançados na direção dos PMs que cercavam o prédio.

“Grupos que vão para as ruas com o objetivo claro de gerar o pânico e destruir o patrimônio público e privado tentam se aproveitar das recentes manifestações legítimas de milhares de jovens desejosos de participar e aperfeiçoar a democracia conquistada com muita luta pelo povo brasileiro”, completou o governador.

A polícia reagiu à ação dos manifestantes no local com bombas de gás e balas de borracha e tentou dispersar a multidão, que saiu pela rua Paissandu quebrando lixeiras, vasos e agências bancárias. Uma barricada foi improvisada na rua, com lixo incendiado. Os estabelecimentos comerciais da região fecharam as ruas às pressas. Moradores desceram dos seus apartamentos reclamando da fumaça das bombas de gás lacrimogênio.

Segundo a PM, havia cerca de 500 manifestantes no local e 150 policiais do 2º e do 6º BPM –desses, 50 são do Batalhão de Choque. Após o confronto, um cordão formado por cerca de cem policiais foi formado em torno do palácio, para onde os manifestantes voltaram. Houve nova confusão, e bombas de efeito moral e balas de borracha foram utilizadas mais uma vez.

Ao tentar fugir da polícia, um grupo de manifestantes entrou na Casa de Saúde Pinheiro Machado, vizinha ao Palácio Guanabara. Segundo funcionários do estabelecimento, todo o local se encheu de gás lacrimogêneo e a polícia invadiu a casa atrás dos manifestantes.

O metrô do Rio de Janeiro fechou a estação do Flamengo durante cerca de meia hora devido à manifestação, informou o serviço de trem subterrâneo. Este foi o segundo protesto reprimido hoje pela polícia no Rio de Janeiro.

Manifestação no centro

Mais cedo, um protesto que reuniu pelo menos 10 mil pessoas --segundo estimativa da Polícia Militar-- no centro do Rio também terminou em confronto entre policiais militares e manifestantes na Cinelândia. Por volta das 18h30, o Batalhão de Choque foi acionado para dispersar a multidão, e o canhão d'água, equipamento conhecido como "brucutu", chegou ao local por volta das 19h. Segundo a PM, manifestantes mascarados atiraram bombas artesanais no centro e um policial foi ferido na cabeça.

A Polícia Militar informou que 12 suspeitos foram presos e oito foram menores apreendidos. Eles foram levados para a 5ª DP. A confusão começou em frente ao Museu Nacional de Belas Artes, na avenida Rio Branco, quando manifestantes começaram a jogar pedras e garrafas nos policiais. Os PMs no local chamaram reforço e reagiram com bombas de gás de pimenta e balas de borracha.

A manifestação, convocada pelas centrais sindicais UGT (União Geral dos Trabalhadores), Força Sindical, CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), foi encerrada pelos organizadores após o início da confusão. As pessoas que entraram em confronto com a PM jogaram lixo na avenida e incendiaram. A corporação informou que uma cabine da PM foi apedrejada no Largo da Carioca. (Com Efe)

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