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Haddad irá testar transporte 24 horas em São Paulo a partir de 2014

Ana Paula Rocha

Do UOL, em São Paulo

18/07/2013 12h31

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), sancionou nesta quarta-feira (17) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para a cidade em 2014, que prevê receita de R$ 44,8 bilhões. O valor representa 6,6% a mais do que o previsto para este ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial do município nesta quinta-feira (18) e relaciona cem iniciativas vistas pelo Executivo e pelo Legislativo como prioritárias para investimentos na cidade no próximo ano.

Cinco das metas dizem respeito ao transporte público, que em junho motivou a ida de centenas de milhares de pessoas às ruas da cidade e que resultou na redução de R$ 0,20 na tarifa de ônibus, metrô e trem.

Segundo a LDO, a gestão Haddad vai testar um projeto piloto de sistema de transporte público que funcione 24 horas na cidade. Uma das ideias é criar percursos que façam o mesmo trajeto das linhas de metrô, que fecham entre a meia-noite e as 4h40.

O presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, afirmou no início de julho que já está em tratativas com a Prefeitura neste sentido. O Metrô é gerido pelo governo do Estado, do tucano Geraldo Alckmin.

Outras duas metas tratam de vias para tráfego de ônibus. Uma delas prevê a implantação de 150 km de faixas exclusivas de ônibus ao longo de toda a gestão, sendo 44,2 km a serem implantados em 2014 (como já acontece na avenida Paulista e nas marginais Tietê e Pinheiros).

A outra fala em 150 km de corredores de ônibus de alto padrão -- neste caso, o documento prevê apenas obras em todos os corredores no próximo ano. Essas vias deverão ter áreas de ultrapassagem e áreas para virar as catracas fora dos ônibus, o que diminui as filas e o tempo de espera.

Ainda pelo projeto, 2.500 coletivos deverão ser trocados até o fim de 2014 para garantir 80% da frota de ônibus acessível para pessoas com mobilidade reduzida.

Outra meta fala na implantação de novas modalidades temporais para o Bilhete Único, usado nos transportes coletivos de São Paulo e das cidades vizinhas. Seriam elas: diário, semanal e mensal. O documento não especifica quais modalidades seriam implantadas já em 2014.

A promessa de 340 km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas ainda no ano que vem é uma das mais aguardadas por cicloativistas da capital. Ao todo, a gestão havia prometido fazer 400 km desse dispositivo ao longo de todo o mandato de Haddad.

As avenidas Jornalista Roberto Marinho, Doutor Chucri Zaidan, Guarapiranga e Carlos Caldeira Filho, todas na zona sul, serão ampliadas ou reformadas, assim como a estrada do M'Boi Mirim e a marginal Pinheiros. Serão construídos um parque linear, o que permitirá o avanço da linha 17-Ouro do monotrilho, do Metrô de São Paulo, até o Jabaquara, e uma ponte sobre o rio Tietê, ligando a avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na zona norte, ao bairro da Lapa, na zona oeste. 

Ao todo, 1.973 semáforos da cidade de São Paulo deverão ser modernizados em 2014, como prevê a meta 79 da Prefeitura.

Protestos em São Paulo
Protestos em São Paulo
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Moradia

O tema moradia, que também aparece frequentemente nos protestos paulistanos, é contemplado em pelo menos quatro metas --desde segunda-feira (15), cerca de 300 famílias do Movimento Moradia Casa Dez acampam em frente à prefeitura de São Paulo pela construção de mais casas populares na cidade.

Um das metas prevê a entrega de 6.182 unidades habitacionais em 2014 e um total de 55 mil durante toda a gestão Haddad. Em outra, a expectativa é de que 6.550 famílias sejam beneficiais pelo programa de urbanização de favelas, totalizando 70 mil em todo o mandato.

A regularização fundiária de áreas irregulares também é abordada, englobando 13.860 famílias no ano que vem e 200 mil ao longo de toda a gestão.

Saúde e educação

No próximo ano, a prefeitura também deve iniciar as obras de três hospitais e abrir dez unidades da Rede Hora Certa, cada uma delas em uma subprefeitura diferente.

Além disso, Haddad, que antes de ser eleito prefeito de São Paulo foi ministro da Educação dos governos Lula e Dilma, promete entregar 41 novas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis), 70 Centros de Educação Infantil (CEIs) e 13 novos Centros Educacionais Unificados (CEUs), criados na gestão da também petista Marta Suplicy (2001-2004) em regiões periféricas da cidade, já em 2014.

O documento, que havia sido aprovado pela Câmara de Vereadores em 26 de junho, precisa ser reavaliado até o fim de setembro pelos vereadores, que vão aprovar ou rejeitar a previsão de gasto em cada meta. (Com Estadão Conteúdo)

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