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Cotidiano

Peregrinos relatam noite difícil no asfalto e calçadas de Copacabana

Carolina Farias e Larissa Leiros Baroni

Do UOL, no Rio

28/07/2013 11h37

A noite foi difícil para parte dos peregrinos que acampou em ruas e calçadas de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, onde o papa celebra a missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude neste domingo (28). No rosto dos fiéis era visível o cansaço de quem mal pregou os olhos. 

Um grupo de mais de cem pessoas de Blumenau já se organizava para partir antes mesmo da metade da missa rezada por Francisco. A noite foi tumultuada, disseram Rita de Cássia Maba de Lis, 49, e Karine Macedo, 25.

"Teve gente que cantou a noite inteira. Gente circulando e um protesto chegou quando começávamos a conseguir dormir. Tivemos que levantar, mas foi pacifico", disse Rita.

Eles fizeram, no sábado (27), toda a peregrinação de 9,5 km, e o corpo ainda não estava recuperado. "Mas a peregrinação foi muito boa", disse Karine. "Quando vimos o papa, passou todo o cansaço."

De São Jorge do Oeste (PR), um grupo de jovens ainda descansava durante a missa. Eram cerca de 30 pessoas --alguns dormiram, mas outros não. "Alguns colegas não queriam dormir, queriam paquerar", contou Fernando Mateus Laitz, 16.

Alguns também se revezaram para tomar conta do acampamento. "Mas valeu a pena mesmo assim, viemos de longe", disse Elis Regina da Silva, 20. Eles viajaram 26 horas de ônibus e chegaram às 5h de sábado. Em Copacabana, assim como muitos, não alcançaram as areias e montaram acampamento na calçada da avenida Atlântica.

També do Paraná, um grupo de peregrinos de Toledo resolveu dormir na calçada da praia de Copacabana por dois motivos: vivenciar de fato a vigília e evitar o deslocamento para o Vargem Grande,  na zona oeste, onde estão hospedados – a viagem já chegou a durar 4 horas.

Eles usaram saco de dormir e papelão para passar a noite, mas conseguiram dormir no máximo uma hora. Para passar o tempo, cantaram e brincaram. "A emoção de ver o papa e de participar de um evento como esse é tão grande que a gente não sente dor", disse a agente educacional Bernadete Inês Finger, 44, apesar de o cansaço ser aparente no rosto de alguns deles.

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