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"Superbebê" nasce com 51 cm e 5,32 kg no interior de São Paulo

Edson Miguel nasceu com 51 cm e 5,32 kg no interior de São Paulo porque a mãe tinha diabetes - Guilherme Baffi/Diário da Região
Edson Miguel nasceu com 51 cm e 5,32 kg no interior de São Paulo porque a mãe tinha diabetes Imagem: Guilherme Baffi/Diário da Região

José Bonato

Do UOL, em Ribeirão Preto (SP)

27/08/2013 18h01

O Hospital de Base de São José do Rio Preto (a 438 km de São Paulo) registrou, pela segunda vez neste ano, o nascimento de um “superbebê”. A criança nasceu com 51 centímetros e 5,32 quilos, de parto cesárea, na última sexta-feira (23), após nove meses de gestação. O bebê recebeu o nome de Edson Miguel e já está na casa dos pais, em Guapiaçu (a 440 km de São Paulo).

A família tomou um susto quando a criança foi pesada no hospital. Nenhuma peça do enxoval coube em Edson Miguel. “Telefonei do hospital a um parente e pedi para achar alguma coisa em casa que coubesse no bebê. Nenhuma das roupas e fraldas que tínhamos comprado serviram”, afirma o pai do garoto, Luciano Miranda, 36, auxiliar de produção de uma empresa de móveis.

O garoto nasceu mais pesado porque a mãe, Heloisa Helena, funcionária de um shopping em Rio Preto, teve diabetes durante a gestação.

Glicose

Segundo Alessandra Marcolin, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), bebês de mães diabéticas costumam absorver grande qualidade de glicose e açúcares durante a gestação, por isso nascem maiores do que a média.

Outros casos

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De acordo com a médica, a cada dez nascimentos, uma criança apresenta peso acima da média. Alguns desses bebês são constitucionalmente grandes por razões genéticas. Outros, como é o caso de Edson Miguel, são maiores pelo fato de as mães sofrerem de diabetes.

Apesar do tamanho avantajado, Edson Miguel não necessariamente permanecerá “gigante” quando crescer. O provável é que tenha a estatura dos pais. As crianças cujas mães têm diabetes são “enormes” somente quando nascem, depois, com o tempo, adquirem o tamanho normal, afirma a professora da USP.

O pai do garoto afirma que Edson Miguel está bem de saúde, mamando e dormindo bastante. Ele diz que o nome foi uma homenagem ao avô paterno, que se chamava Edson.

Segundo a assessoria de imprensa do Hospital de Base, a criança pesa 100 gramas a menos do que o outro “bebê gigante” que nasceu no local, em junho, com 5,42 quilos. Bebês normais nascem com 3,2 quilos e 48 centímetros em média, após nove meses.

Edson é o terceiro filho do casal. Isabela, 11, a filha mais velha, nasceu com 3,6 quilos, apenas duzentos gramas a menos do que a mais nova, Rafaela, 6.

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