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Ex-musa dos protestos, coronel da PM leva tinta de ativistas em Minas Gerais

Coronel Cláudia Romualdo, comandante do policiamento de Belo Horizonte, com manifestantes durante manifestação em junho; no 7 de Setembro, ela foi hostilizada - Carlos Eduardo Cherem/UOL
Coronel Cláudia Romualdo, comandante do policiamento de Belo Horizonte, com manifestantes durante manifestação em junho; no 7 de Setembro, ela foi hostilizada Imagem: Carlos Eduardo Cherem/UOL

Carlos Eduardo Cherem

Do UOL, em Belo Horizonte

07/09/2013 17h01

A PM (Polícia Militar) de Minas Gerais prendeu cinco manifestantes na tarde deste sábado (7) em Belo Horizonte após a comandante do policiamento da capital, coronel Cláudia Romualdo, ter sido atingida por autodenominados punks e black blocs que jogaram tinta nela, manchando seu uniforme.

Cláudia Romualdo tentava acalmar os grupos de cerca de 30 pessoas que hostilizavam a tropa e ameaçavam depredar prédios públicos no centro histórico da capital.

O grupo fazia parte dos cerca de cem manifestantes que ocuparam a praça Sete, a principal da capital mineira, na manhã deste sábado (7), de acordo com a PM de Minas Gerais.

Os manifestantes ocuparam o local, mais ou menos às 11h30, logo após o término do desfile oficial de Sete de Setembro, na avenida Afonso Pena, a cerca de 300 metros do local. Havia uma aglomeração de cerca de 5.000 pessoas que se concentraram na dispersão do desfile. A parada não teve público neste ano.

Ativistas sem máscaras investiram contra os soldados com palavras de ordem e escudos de pedaços de madeiras. Desde o início da manhã, a PM ocupou as ruas de acesso ao hipercentro da cidade, revistando mochilas e exigindo a identificação das pessoas com máscaras. Também filmaram os manifestantes. Vinte e duas pessoas foram presas em Belo Horizonte. Destas, 12 foram detidas na praça da Liberdade, após tentativa de depredação do relógio da Copa. 

 

Após duas horas de ocupação, os grupos seguiram pela avenida Afonso Pena em direção à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, acompanhados de perto pelos soldados da PM.

Após algumas depredações, a coronel Cláudia Romualdo pediu calma em um microfone. Mas recebeu vaias e tinta dos autodenominados punks e black blocs.

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