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Cotidiano

Sobe para 8 o número de mortos por causa da chuva no ES; Dilma visita a região

Do UOL, em São Paulo

24/12/2013 08h06Atualizada em 24/12/2013 13h43

O soterramento de uma casa em Itaguaçu (a 128 km de Vitória) causou a morte de três pessoas na madrugada desta terça-feira (24), elevando para oito o total de vítimas por conta das chuvas no Espírito Santos, segundo a Defesa Civil do Estado.

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  • Julio Santos/Colatina Hoje/Facebook

Inicialmente, o órgão informou que o número de mortos chegava a nove. Este número foi revisado após uma das mortes registradas em Itaguaçu na segunda-feira ter sido retirada da contagem.

O soterramento desta madrugada deixou duas mulheres e uma criança mortas. Os nomes e idades das vítimas não foram informados.

A chuva já causou estragos em mais de 60% dos municípios do Estado. Das 78 cidades capixabas, 47 foram afetadas nos últimos sete dias.

Apenas em Itaguaçu foram quarto morte registradas. A chuva também provocou mortes nos municípios de Colatina, Nova Venécia, Baixo Guandu e Paraju.

De acordo com o último boletim da Defesa Civil divulgado no fim da tarde desta segunda, o número de pessoas que precisaram deixar suas casas no Estado já passa de 46 mil, entre desabrigados e desalojados.

Desse total, 4.669 foram levadas para abrigos municipais e 41.520 estão desalojadas (foram para casas de parentes e amigos). A Defesa Civil capixaba informa que 49 pessoas estão feridas.

Continua chovendo em vários municípios capixabas. A previsão é que as chuvas deem uma trégua a partir de domingo (29). Mas o solo encharcado e a infraestrutura de muitos bairros construídos em morros mantém o alerta pelo risco de deslizamento e alagamento.

Dilma visita a região

A presidente Dilma Rousseff chegou por 9h52 ao Espírito Santo e sobrevoou as aéreas afetadas. Dilma teve a companhia do governador Renato Casagrande (PSB) e dos ministros Celso Amorim (Defesa), Francisco Teixeira (Integração), Alexandre Padilha (Saúde), além de oficias das Forças Armadas. Ela também participa de uma reunião com autoridades locais antes de voltar a Brasília.

DOAÇÕES

Interessados em ajudar as vítimas podem fazer depósitos em nome do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo em três contas bancárias:

Banco do Brasil
Agência 3665-x
Conta corrente: 150.000 – 7

Caixa Econômica Federal
Agência 0167-8
Operação 06
Conta corrente: 10.004

Banestes
Agência 0271
Conta corrente: 23.765.589

Doações de cestas básicas e de água mineral para as vítimas podem ser enviadas aos seguintes locais:

1º Batalhão da Polícia Militar: Av. Maruipe, 2115, Vitoria, tel.: (27) 3636-7306

2º Batalhão da Polícia Militar: Av. Guanabara, 40, Nova Venécia, tel.: (27) 3752-4200

4º Batalhão da Polícia Militar: Av. Nossa Senhora da Penha, 118, Vila Velha, tel.: (27) 3636-0400

11º Batalhão da Polícia Militar: Rua Vereador Antonio Roas Ruebra, 293, Barra de São Francisco. Tel.: (27) 3756-8400

12º Batalhão da Polícia Militar: Rua Washington Luiz, 599 – Linhares, Tel.: (27) 3372-7853

Escola Honório Fraga: Rua Nossa Senhora Aparecida, 204, Colatina, Tel.: (27) 3722-3247

O governo federal está enviando três mil kits dormitório, de limpeza e de higiene pessoal e dez kits com 30 tipos de medicamentos e 18 insumos para primeiros-socorros. De acordo com o órgão, cada kit de medicamentos é suficiente para atender a 1,5 mil pessoas pelo período de um mês.

O material já está sendo distribuído nas cidades capixabas, segundo informou a assessoria do governo estadual que está usando dois helicópteros do Estado, uma da Marinha e outro da Força Nacional para levar os kits para as regiões afetadas.

Além disso, cinco veículos do Exército estão sendo usados nos locais de difícil acesso. Em alguns municípios, o acesso só está sendo possível por barcos. Quatro geólogos estão ajudando no monitoramento de áreas de risco.

O rio Doce, que corta o Estado, transbordou e alagou municípios como Colatina e Linhares. No último sábado, Casagrande decretou estado de emergência. No domingo, 72 homens da Força Nacional de Segurança desembarcaram no Estado para reforçar o apoio às vítimas. O Exército também apoia os bombeiros e a Defesa Civil do Espírito Santo.

O Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) já considera este mês o dezembro mais chuvoso da história no Estado. O município de Linhares é o mais atingido, com volume de chuva superior a 700 milímetros desde o início do mês.

Estradas bloqueadas

Ao menos dez rodovias têm trecho totalmente interditados em razão dos estragos provocados pela chuva. São nove estaduais e uma federal. De acordo com o DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Espírito Santo), o ponto mais crítico fica na Rodovia ES-010, no município de Serra.

No local, a erosão causada pelas águas do mar causou o rompimento da pista. A alternativa para os motoristas nessa região é a BR-101. A ES-010 também sofreu interrupção no trecho entre Vila do Riacho e Regência.

A ES-080 tem dois trechos interrompidos por alagamentos: entre Cariacica e Santa Leopoldina e entre Colatina e São Domingos.

A ES-355 foi obstruída no trecho entre Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina por causa de pontos de alagamento e quedas de barreira.

Na ES-261, o trânsito foi interrompido entre Laranja da Terra e Itarana por causa de um deslizamento de terra.

A força das águas rompeu a pista da rodovia ES-341, entre Pancas e o distrito de Ângelo Frechiani. Na região, as cheias dos rios Doce e Pancas provocaram pontos de alagamentos e quedas de barreiras em diversas rodovias.

Na ES-248, pontos de alagamentos interromperam o fluxo no trecho entre Colatina e Linhares e entre Linhares e o distrito de Povoação.
Barreiras também impedem o trânsito no trecho entre Baixo Guandu e Itaguaçu das rodovias ES-164 e ES-446.

Uma enxurrada destruiu desvios de pontes que estavam em obras na ES 381, entre Nova Venécia e Guararema, o que obstruiu o fluxo no trecho.

Na ES-334, o trânsito foi bloqueado entre Águia Branca e Vila Verde em função de alagamentos.

A federal BR-258 está interditada no km 88, em Baixo Guandu, por causa de uma barreira.

Deslizamentos de terras, rochas e alagamentos afunilam o tráfego em outras estradas estaduais e federais que cruzam o Estado. 

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