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Shoppings do Rio fecham as portas, e "rolezinho" tem baixa adesão

Luciano Pádua

Do UOL, no Rio

19/01/2014 16h33Atualizada em 19/01/2014 19h43

Os "rolezinhos" marcados para a tarde deste domingo (19) no Rio -- os primeiros a ocorrerem fora de São Paulo --  tiveram baixa adesão.

Além do Shopping Leblon, que já havia avisado no sábado que não funcionaria , o Rio Design Leblon também não abriu por conta dos eventos.

Por volta das 15h50, começavam a chegar às portas do Shopping Leblon, um dos mais luxuosos do Rio, os primeiros participantes do "rolezinho". A movimentação no local era tranquila, apesar da forte presença de policias militares e de agentes da guarda municipal. No Facebook, mais de 9 mil pessoas haviam confirmado presença no evento.
Os poucos participantes que compareceram demonstraram apoio aos rolezinhos de São Paulo e criticaram o fechamento do estabelecimento.

"Nossa crítica não é contra os moradores do Leblon ou o shopping, que é apenas um símbolo.  É contra o Estado que fomenta a desigualdade social não dando oportunidades e não fazendo programas de inclusão social", disparou Eron Morais de Melo, que vestia uma fantasia do super herói Batman.

Morador da comunidade Cerro Corá, no Cosme Velho, zona sul da cidade, Pedro Dias lamentou a decisão do estabelecimento. "O fato de fecharem as portas mostra o que os pobres representam e que incomodam", afirmou o jovem de 24 anos.

"Qual a imagem que o governo brasileiro quer passar? Que o direito de manifestação será duramente reprimido, inclusive com violência, e que le pode tratar isso com naturalidade?", questionou o advogado Mario Miranda Neto, que tentou derrubar a proibição judicial à realização do evento.

Uma porta de madeira tampava a entrada do estabelecimento e um aviso informava que  "visando garantir a segurança e o bem-estar de seus clientes, lojistas e colaboradores, o Shopping Leblon informa que estará fechado excepcionalmete hoje, domingo, 19 de janeiro".

Uma das entradas do Rio Design, na avenida Ataulfo de Paiva, na zona sul Rio, foi completamente coberta com tapumes a fim de evitar atos de vandalismo. Um aviso informava aos clientes que as atividades serão retomadas apenas amanhã.

"Acabou o último lugar onde a gente tinha sossego", disse uma mulher após ler o aviso, mas que não quis se identificar.

A segurança também está reforçada na rua Aristides Espínola, onde fica a residência do governador Sérgio Cabral, e na avenida Delfim Moreira.

Após a administração do Shopping Leblon ter obtido, na última quinta-feira (16) uma liminar na Justiça para impedir o "rolezinho" em suas dependências, foi convocado um evento semelhante com a presença de black blocs nas imediações da residência do governador. (Com Estadão Conteúdo)

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