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Seis morrem e sete são baleados em operações da PM no Rio

Celso Barbosa/Futura Press/Estadão Conteúdo
Policiais militares do 41º BPM (Irajá) fizeramm operação no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, zona norte do Rio Imagem: Celso Barbosa/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, no Rio

2014-02-04T09:21:33

2014-02-04T17:03:50

04/02/2014 09h21Atualizada em 04/02/2014 17h03

Pelo menos seis pessoas morreram e sete foram baleadas na manhã desta terça-feira (4) durante quatro operações simultâneas da Polícia Militar em favelas da zona norte e da zona oeste do Rio de Janeiro. O objetivo das operações é prender os traficantes do Comando Vermelho que participaram no domingo (2) do ataque à base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Parque Proletário, no Complexo da Penha, zona norte, que resultou na morte de uma soldado.

No morro do Juramento, na zona norte da capital fluminense, homens do 41º Batalhão da Polícia Militar (Irajá) prenderam um homem. Seis suspeitos morreram a caminho do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, e outros dois suspeitos e dois policiais foram baleados sem gravidade. Foram apreendidos quatro fuzis AK-47, duas pistolas, cinco carregadores 556, quatro carregadores 9 mm, cinco granadas, um colete à prova de balas e drogas ainda não contabilizadas. O material foi encaminhado para a 27ª DP.

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  • Arte/UOL

Na comunidade do Rola e Antares, na zona oeste, dois suspeitos foram baleados e encaminhados para o Hospital Pedro 2º. Policiais militares do 27°BPM (Santa Cruz) apreenderam uma pistola e uma mochila com drogas. A ocorrência está sendo encaminhada para a 36ª DP.

No morro do Banco, no Itanhagá, na zona oeste, policiais militares do 31°BPM (Recreio) detiveram cinco pessoas e apreenderam uma pistola 9 mm e drogas.

Na comunidade 48, na Vila Kennedy, também na zona oeste, a operação deixou um homem ferido. Policiais militares do 14°BPM (Bangu) prederam dois homens e apreenderam um fuzil AR15 e drogas.

Horas após o ataque na Penha no domingo, as polícias Civil e Militar iniciaram uma ofensiva em 14 favelas dominadas pelo Comando Vermelho. Empossado na segunda-feira (3), o novo chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, disse que as operações nestes locais vão continuar por tempo indeterminado. Segundo ele, alguns dos envolvidos na emboscada na Penha já foram identificados.

Veloso disse ainda que as principais preocupações de sua gestão serão a consolidação do processo de pacificação, os grandes eventos que o Rio vai sediar, as manifestações e as eleições.

Tentativa de mostrar poder

O comandante da CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora) em exercício, o subcoordenador coronel Lima Freire, afirmou acreditar que os recentes ataques a UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) no Rio de Janeiro têm como objetivo desestabilizar as forças policiais. "Com certeza é uma ação de tentar mostrar algum tipo de poder", disse o coronel, em entrevista ao UOL. No entanto, ele afirma ser impossível que os ataques resultem na retomada das áreas pelo tráfico. "A polícia veio para ficar, não tem como reverter essa situação."

Entre outros casos na semana passada, só na sexta (31), uma bala perdida matou um morador da Rocinha após um tiroteio e criminosos lançaram coquetéis molotov em uma delegacia no Alemão. (Com Estadão Conteúdo e Efe)

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