Topo

Exército busca armas enterradas por traficantes do RJ na Maré

Do UOL, no Rio

26/03/2014 11h55Atualizada em 26/03/2014 20h57

Um grupo de 15 militares do 1º Batalhão de Engenharia de Combate-Escola do Exército está desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira (26) no Complexo de Favelas da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, em uma operação de buscas a armamentos enterrados por traficantes que agem na comunidade. Por enquanto, os militares estão de prontidão no batalhão da Polícia Militar da Maré, aguardando orientações do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar).

Na operação, os militares utilizarão detectores de metal de alta precisão, capazes de localizar a até 30 centímetros de profundidade objetos do tamanho de uma agulha. Além disso, os militares também poderão conhecer a geografia do conjunto de favelas. Como os militares não trabalham armados, a segurança da operação será feita por PMs, que ocupam a comunidade.

Na ação serão usados dez detectores de metal, e os militares utilizarão roupas especiais de proteção contra possíveis explosões. Os militares percorrerão 141 mil metros quadrados na favela Nova Holanda, onde estão 3.500 casas. O local, entre a avenida Brasil e a Linha Vermelha, era palco frequente de confrontos entre policiais e bandidos.

Os governos estadual e federal anunciaram na segunda (24) que as Forças Armadas ocuparão o Complexo da Maré por tempo indeterminado. O complexo de favelas – um dos maiores no Estado – ainda não recebeu uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

A chegada de todos os militares destacados para a missão deve ocorrer até o dia 10. A operação, nos moldes daquela de 2008 que antecedeu a instalação de UPPs no Complexo do Alemão, exigirá 32,5% mais contingente.

A ideia é que a operação permaneça no local pelo menos até o final da Copa do Mundo para evitar problemas no corredor de acesso ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), cujas rotas passam ao lado do complexo de favelas.

Segundo nota divulgada pelo Comando Militar do Leste, esse ainda não é o início das operações do Exército na comunidade, mas apenas um apoio que foi solicitado pela PM. "A movimentação de viaturas do Exército, tanto operacionais como de estabelecimentos de ensino, faz parte da rotina militar", diz o texto.

O capitão Rafael Medeiros, que coordena a equipe, disse que as buscas serão feitas “em pontos específicos identificados pelo Bope como sendo locais com probabilidade de ter armamentos enterrados ou escondidos”. A operação de busca e apreensão de armamento em pontos específicos do Complexo da Maré foi uma solicitação da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Nesta quarta, 2.917 alunos de seis unidades escolares municipais estão sem aulas, mas a rede estadual funciona normalmente. na terça (25), estudantes das redes municipal e estadual ficaram sem aulas. Além disso, a Vila Olímpica da Maré permanece fechada desde ontem por questões de segurança.

Agentes do Bope, do Choque e do 22º BPM já têm utilizado blindados (os caveirões) para adentrar as favelas do Parque União e a Nova Holanda, dominadas pela mesma facção que comanda o tráfico de drogas no Alemão e na Penha e responsável por ataques a bases da UPP na semana passada.  (Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

Violência no Rio de Janeiro em 2014
Violência no Rio de Janeiro em 2014
$escape.getHash()uolbr_tagAlbumEmbed('tagalbum','45093', '')

Mais Cotidiano