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PF prende "xerifa da Rocinha" e cinco PMs de UPP por ligação com o tráfico

Do UOL, no Rio

31/03/2014 12h41Atualizada em 31/03/2014 19h10

Agentes da Polícia Federal prenderam nesta segunda-feira (31) cinco policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, favela da zona sul do Rio de Janeiro, por suspeita de envolvimento com Marcelo Santos das Dores, o Menor P, chefe do tráfico de drogas no Complexo da Maré, na zona norte. Menor P foi preso na última quarta-feira (26).

De acordo com a investigação, os PMs recebiam propina para repassar aos criminosos informações sobre o trabalho da polícia e sobre futuras operações. A maioria trabalhava no GTTP (Grupo Tático de Proximidade), destacamento responsável por patrulhar a região em busca de armas e drogas. Um deles atuava no setor de inteligência.

A Polícia Federal informou que, durante a tarde, os presos prestaram depoimento na sede da Superintendência da PF no Rio, na Praça Mauá, na zona portuária da cidade. O teor dos depoimentos, porém, não foi divulgado "para não prejudicar as investigações", de acordo com a assessoria do órgão.

Os agentes da PF fizeram buscas nos armários dos cinco PMs na sede da UPP Rocinha. Em um deles, foi encontrado um carregador de fuzil calibre 762, que não pertence à corporação. O policial que portava o carregador também foi autuado, em flagrante, por porte ilegal de armamento de uso restrito.

Entre os detidos, há dois soldados, de 29 e 32 anos, com três anos de serviços prestados à PM; um cabo, de 34 anos, com seis anos de serviço; e dois sargentos, de 39 e 40 anos, com 18 e 14 anos de serviço, respectivamente. Eles se encontram presos no 23º BPM (Leblon) e na própria UPP da Rocinha.

Baseada na mesma investigação, que durou quatro meses, a PF prendeu Danúbia de Souza Rangel, a "xerifa da Rocinha", mulher de Antônio Bonfim Lopes, o "Nem", apontado como chefe da quadrilha que controla o tráfico de drogas na Rocinha.

Danúbia foi detida em Campo Grande (MS), onde o namorado cumpre pena em penitenciária federal de segurança máxima, sob suspeita de repassar informações dadas por Nem aos membros da quadrilha. A DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF) vai solicitar a transferência dela para o Rio de Janeiro.

A CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora) ainda não se pronunciou sobre a operação da PF.

Cotidiano