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Cotidiano

Sem PM, assassinatos crescem quase 500% na Grande Salvador; 35 morreram

Do UOL, em Maceió

17/04/2014 08h46Atualizada em 17/04/2014 18h06

O número de pessoas assassinadas na Grande Salvador na quarta-feira (16), primeiro dia completo de greve da Polícia Militar na Bahia, cresceu quase 500%, em comparação à média de 2013. Salvador é uma das cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil.

Segundo boletim da SSP (Secretaria de Segurança Pública) da Bahia, foram mortas 35 pessoas na quarta-feira. Houve também quatro tentativas de assassinato. Os dados de mortes no interior não foram divulgados.

As ocorrências foram registradas mesmo com a presença de tropas do Exército, enviadas pelo governo federal a pedido do governo do Estado.

Desde ontem, 6.000 militares das Forças Armadas já estão na Bahia para garantir a segurança nas ruas da população durante a greve, segundo  o comandante da 6ª Região Militar do Exército, general Racine Bezerra Lima.

Em 2013, também segundo dados da SSP, a região metropolitana da capital baiana registrou 2.213 homicídios), o que dá uma média de seis mortes por dia.

A maioria das mortes –10 ao todo-- ocorreu durante a noite, quando ônibus deixaram de circular e shoppings fecharam as portas. O bairro com mais homicídio foi o de Paripe, na periferia de Salvador, com quatro mortes.

O índice de mortes dessa quarta-feira é maior que a média registrada na greve de 2012, quando nos 10 primeiros dias 157 foram mortas –média de 15,7 por dia.

Naquele ano, durante a paralisação, a Polícia Civil chegou a identificar milícias que seriam responsáveis por assassinatos na região metropolitana

Durante o primeiro dia de greve, a polícia também registrou um assalto a ônibus, no Iguatemi. Ao todo, por conta de saques e arrastões, 34 pessoas foram presas

Sem acordo

Os militares deflagram greve na terça-feira (17), e a adesão chega próximo aos 100%, segundo entidades de classe.

Entre a tarde e noite de quarta, liderança se reuniram por cerca de cinco horas com deputados na Assembleia Legislativa, mas não chegaram a um acordo que pusesse fim à greve de policiais militares.

Inicialmente, segundo a Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia), a greve tinha como principal reivindicação a revogação da proposta de mudança do regimento da Polícia Militar. A associação havia informado ainda que não faria demandas salarias.

Mas na quarta-feira, os grevistas apresentaram um novo pacote de pedidos ao governo. Eles pedem agora reajustes nos salários, por meio de gratificações, e anistia aos punidos nas últimas greves da polícia. Esse último ponto  é considerado "inegociável" pelo governo. (Com informações de 'A Tarde')

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