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Protesto de moradores em favela do Rio tem confronto e criança baleada

A morte de DG, morador do Pavão-Pavãozinho e dançarino do programa "Esquenta", gerou a revolta dos moradores. O corpo da vítima foi encontrado nesta manhã dentro de uma escola municipal na favela - Reprodução/Facebook/DG Bonde da Madrugada
A morte de DG, morador do Pavão-Pavãozinho e dançarino do programa "Esquenta", gerou a revolta dos moradores. O corpo da vítima foi encontrado nesta manhã dentro de uma escola municipal na favela Imagem: Reprodução/Facebook/DG Bonde da Madrugada

Do UOL, no Rio

22/04/2014 18h40Atualizada em 22/04/2014 20h18

O clima é tenso na favela Pavão-Pavãozinho e nos arredores, nesta terça-feira (22), em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, em virtude de um protesto feito por moradores após a morte de Douglas Rafael da Silva Pereira, o "DG", um dos dançarinos do programa "Esquenta", da "TV Globo". Houve confronto entre PMs e manifestantes. Um menino de 12 anos foi baleado quando descia a ladeira San Roman, na esquina com a rua Sá Ferreira. Segundo relatos de testemunhas, ele estava sozinho e com as mãos para o alto. 

DG morava na comunidade, tinha 25 anos, e seu corpo foi encontrado nesta manhã dentro de uma escola municipal. Em nota, a Polícia Civil informou que a análise do IML (Instituto Médico-Legal) mostrou que as escoriações são "compatíveis com morte ocasionada por queda". Não teriam sido encontradas marcas de disparos, informou a instituição.

No começo da noite, os manifestantes fizeram barricadas de fogo --pelo menos um carro foi incendiado. Com isso, a Avenida Nossa Senhora de Copacabana precisou ser interditada. O comércio local fechou as portas. Policiais militares do 23º BPM (Leblon) foram acionados para conter a revolta dos moradores. O principal foco de confronto se deu em um dos acessos à favela.

A PM utilizou balas de borracha e bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo na tentativa de dispersar os manifestantes, que responderam com pedras e paus. Testemunhas relataram terem ouvido disparos de armas de fogo por parte dos policiais militares. Por volta das 19h, a situação se agravou e a PM enviou para o local equipes da Tropa de Choque do Bope (Batalhão de Operações Especiais).

Mais cedo, a base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Pavão-Pavãozinho foi alvo de ataques de criminosos, segundo informações da Polícia Militar. O 23º BPM informou que, no alto da favela, policiais militares chegaram a ficar encurralados no decorrer do protesto. Apesar do clima tenso, ainda não há informações sobre feridos.

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, o tumulto complicou o trânsito na região. Uma estação de metrô foi fechada por medida de segurança, informou a concessionária MetrôRio.

Devido à confusão, o túnel Sá Freire Alvim, em Copacabana, está fechado. O desvio está sendo feito pela Rua Miguel Lemos. A avenida Nossa Senhora de Copacabana também está interditada altura da Rua Almirante Gonçalves.

A concessionária Light informou que o fornecimento de energia na comunidade foi interrompido pela manhã, mas que o problema não tem relação com a manifestação. Não há previsão de volta por medida de segurança. (Com Band e Agência Brasil)

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