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No Rio, paralisação de motoristas e cobradores de ônibus entra no 2º dia

Com a greve dos rodoviários, a Central do Brasil, principal terminal de trens do Rio de Janeiro, ficou completamente lotada nesta terça-feira - Thomaz Silva/Agência Brasil
Com a greve dos rodoviários, a Central do Brasil, principal terminal de trens do Rio de Janeiro, ficou completamente lotada nesta terça-feira Imagem: Thomaz Silva/Agência Brasil

Do UOL, no Rio

14/05/2014 01h00Atualizada em 14/05/2014 11h36

A greve de 48 horas dos rodoviários do Rio de Janeiro, iniciada na madrugada de ontem (13), entrou em seu segundo dia nesta quarta-feira (14). À imprensa, o comando de greve da categoria informou não ser possível cumprir a ordem judicial que determinava que 70% dos motoristas e cobradores voltassem às suas funções. Muitas pessoas aguardaram nos pontos e que havia poucos carros circulando no início da manhã. Motoristas da Baixada Fluminense aderiram ao movimento

A fim de minimizar o impacto, a Prefeitura do Rio informou que a Secretaria Municipal de Transportes vai manter em operação o plano de contingência elaborado nesta semana. Porém, voltou a vigorar a proibição da circulação de carros de passeio nos corredores BRS e na faixa seletiva da avenida Brasil.

Já a Polícia Militar vai reforçar a segurança nas áreas onde estão situadas as garagens das empresas de ônibus, para evitar que sejam realizados piquetes. Guardas municipais e funcionários da Seop (Secretaria Especial de Ordem Pública) também estarão de prontidão.

As concessionárias que administram os sistemas de trens (Supervia), metrô (MetrôRio) e barcas (Barcas SA) anteciparam o horário de pico e operaram com capacidade máxima --o planejamento também será executado na volta para casa.

O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas que operam linhas de ônibus na capital fluminense, informou que pelo menos 158 coletivos foram depredados na terça, supostamente por grevistas. A PM deteve pelo menos dez pessoas. "As principais avarias são quebra de parabrisas, janelas, retrovisores e furto de chaves", informou o sindicato, em nota.

Liminar do TRT não será cumprida

De acordo com Hélio Teodoro, um dos líderes do movimento, não houve tempo hábil nem organização suficiente para antecipar a assembleia marcada para quinta (15). Dessa forma, o rodoviário afirmou que os adeptos à paralisação não acatariam a liminar que estabeleceu que 70% dos grevistas deveriam retornar ao trabalho hoje (14). Maura Gonçalves, que também faz parte do comando de greve, afirmou "não ter controle" sobre a maioria dos trabalhadores. "A categoria está muito revoltada", comentou ela.

Na terça, o TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho do Rio) deferiu liminar determinando "a manutenção em serviço de pelo menos 70% do efetivo total de motoristas e cobradores de ônibus do Rio de Janeiro durante a paralisação da categoria". Cerca de 1,9 milhões de pessoas utilizam ônibus no Rio por dia.

Segundo a Justiça, em caso de descumprimento, a pena diária é de R$ 50 mil contra o Sintraturb (Sindicato Municipal dos Trabalhadores Empregados em Empresas de Transporte Urbano de Passageiros). A decisão da desembargadora Maria das Graças Cabral Viegas Paranhos levou em conta o fato de o transporte rodoviário de passageiros ser atividade essencial e de que o sindicato é o legítimo representante da categoria.

Os trabalhadores reivindicam aumento salarial de 40% (e não os 10% acordados entre o sindicato da categoria e as empresas de ônibus), o fim da dupla função e reajuste no valor da cesta básica –de R$ 150 para R$ 400. A convocação é feita por um grupo dissidente, que não se sentiria representado pelo Sintraturb.

Motoristas e cobradores fazem greve no Rio de Janeiro

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