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Água do volume morto do Cantareira é 'igual as demais águas', diz Alckmin

Do UOL, em São Paulo

15/05/2014 14h05Atualizada em 16/05/2014 00h59

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (15) que a água do volume morto do Sistema Cantareira, principal fonte de abastecimento da região metropolitana de São Paulo, é "igual" a que é usada atualmente.

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Hoje, o governo do Estado começou a captar essa água para abastecer a região e tentar evitar o racionamento.

"É uma água totalmente testada pela Cetesb [Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental], aprovada igual as demais águas", disse Alckmin, durante solenidade que marcou o início da captação da água que fica no fundo das represas, abaixo do nível das comportas.

No entanto, especialistas entrevistados pelo UOL alertam para os riscos que o uso do volume morto pode trazer à saúde. Para Sílvia Regina Gobbo, professora de ecologia da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), o tratamento de água usado atualmente não consegue resolver os problemas dos metais pesados que podem estar acumulados no fundo dos reservatórios.

Em uma operação inédita no Brasil, o governo estadual pretende extrair 182 bilhões de litros de água dos 400 bilhões da reserva técnica, elevando em 18,5% o nível do Cantareira, que está hoje em 8,2% de sua capacidade de armazenamento.

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Alckmin acionou às 10h35 as sete bombas instaladas na represa de Jaguari/Jacareí, em Joanópolis. "Nós passaremos o período da seca e chegaremos às próximas águas", resumiu Alckmin. "O governo não está esperando São Pedro. Nós estamos trabalhando 24 horas com todo empenho, engenharia técnica, para garantir o abastecimento da população", acrescentou.

Autoridades e órgãos divergem sobre até quando essa água vai durar. Inicialmente, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou que o volume morto seria suficiente para garantir água até setembro, mas mais recentemente passou a falar em novembro, quando deveria começar o período chuvoso. 

A ANA (Agência Nacional de Águas) afirmou esta semana que a reserva técnica pode acabar antes de novembro, caso sejam mantidos os atuais níveis de chuva e de consumo de água.

Há quase um mês o índice do Cantareira não para de cair. A última vez que o sistema registrou aumento no nível de armazenamento foi em 16 de abril.

Apesar da situação crítica, Alckmin descartou reiteradas vezes ao longo dos últimos meses o racionamento de água. (Com Estadão Conteúdo)

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