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Cotidiano

Por medo de black blocs, rodoviários desistem de assembleia no Rio

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

15/05/2014 16h33Atualizada em 15/05/2014 18h50

As centenas de pessoas que se concentraram na praça da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (15), para uma assembleia que discutiria a possibilidade de uma nova paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus começaram a voltar para casa cerca de duas horas depois, por medo de se envolverem em alguma confusão relacionada ao protesto contra a Copa do Mundo no Brasil que acontece nas proximidades da Central do Brasil.

"Não queremos nos misturar com eles [black blocs]. Não tem nada a ver misturar as classes em uma assembleia", afirmou o líder do movimento grevista, Hélio Teodoro. Os rodoviários chegaram a se dirigir ao local onde o protesto maior acontece, mas no meio do caminho, ainda na avenida Presidente Vargas, mudaram de ideia e chegaram à conclusão de que não seria mais possível votar nesta quinta.

Segundo os grevistas, uma das possibilidades levantadas era substituir a paralisação tradicional pela catraca livre –os passageiros embarcariam nos coletivos sem pagar a tarifa.

Além dos rodoviários, compareceram ao local da mobilização os vigilantes de agências bancárias, que também estão em greve,  e um grupo de professores da UFF (Universidade Federal Fluminense), além de outros sindicatos que declararam apoio à causa dos motoristas e cobradores de ônibus.

Com dois carros de som, os rodoviários gritaram palavras de ordem e discursam sobre as reivindicações da categoria, mas não decidiram nada.

A Polícia Militar acompanhou a mobilização com pelo menos 30 PMs munidos de armamento não letal.

Professores

Aproximadamente mil professores das redes públicas estadual e municipal foram na tarde desta quinta para a estação Central do Brasil, no centro da capital, onde devem se juntar a participantes do ato convocado por movimentos sociais, chamado de "15M - manifestação contra as injustiças da Copa".

Da Central do Brasil, os professores pretendem caminhar em direção à sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova. Em assembleia realizada pela manhã, que durou cinco horas, os professores decidiram manter a greve da categoria.

Protesto anti-Copa

A quinta-feira foi de protesto também contra a Copa do Mundo. Cerca de mil pessoas ocuparam a Avenida Presidente Vargas, perto da Central do Brasil. Os manifestantes entoaram gritos contra a realização do torneio e gritos de ordem contra Ronaldo, chamado de "inimigo do povo" e Pelé, intitulado pelas pessoas como "traidor do século".

O protesto, que foi nomeado como "Ato unificado contra a Copa" é formado por movimentos sociais, sindicatos que estão em greve, sindicato dos professores e funcionários da UFF (Universidade Federal Fluminense).

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