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Paralisação de policiais adia reconstituição da morte de DG, diz sindicato

Maria Luísa Melo

Do UOL, no Rio

21/05/2014 14h04

A reconstituição da morte do dançarino do programa "Esquenta", da TV Globo, Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, foi adiada desta quarta-feira (21) para as 14h de quinta (22), por causa da paralisação de 24 horas dos policiais civis do Estado. A informação é do presidente do Sindpol-RJ (Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro), Francisco Chao. A paralisação acontece em dez Estados e no Distrito Federal.

De acordo com Chao não vai haver prejuízo para as investigações do caso. Ainda de acordo com ele, a reprodução simulada da morte do dançarino será feita por investigadores da 13ª DP (Ipanema), além de agentes da Core e de peritos criminais. A Polícia Civil confirmou a data e o horário da reconstituição, mas não se posicionou sobre o adiamento.

"As investigações não serão prejudicadas. No caso desta reconstituição, por exemplo, só foi feito um adiamento. Mas a reprodução simulada vai acontecer”, afirmou. Só queremos alertar a sociedade da situação de penúria em que as forças policiais se encontram."

O dançarino DG foi encontrado morto com marca de tiro no dia 22 de abril, em uma creche localizada na comunidade do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana (zona Sul da capital fluminense). A comunidade está ocupada por forças de segurança desde 2009.

Paralisação

Os policiais civis do Rio de Janeiro preparam uma série de manifestações durante a paralisação nacional de 24 horas programada para esta quarta. A primeira ocorreu pela manhã em frente à sede da Polícia Civil, na Lapa, centro do Rio, com pouca adesão. A partir das 14h, está marcada uma mobilização na Cidade da Polícia, em Benfica, zona norte, e às 19h a categoria deve ser reunir na Tijuca, também zona norte, para decidir os rumos da greve.

Dentre os itens da pauta de reivindicações estão, plano de saúde, reajuste de 100% do tíquete alimentação e do vale-transporte, criação de um plano de cargos e salários, incorporação das gratificações e reajuste de 50% no piso dos agentes para diminuir a discrepância com os vencimentos de delegados.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, classificou a paralisação de policiais civis em dez Estados brasileiros e no Distrito Federal como "ostensivamente" ilegal. Segundo ele, a realização de greve por parte de qualquer uma das polícias, incluindo a Civil, é vedada por lei. Adams afirmou ainda que a Advocacia Geral da União, que defende os interesses da União, já entrou com liminares na Justiça contestando as paralisações.

Cotidiano