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Vistoria define se moradores deixarão prédios para demolição de viaduto

Rayder Bragon

Do UOL, em Belo Horizonte

10/07/2014 22h10

Uma vistoria será feita nesta sexta-feira (11) em apartamentos que ficam bem próximos ao viaduto Batalha de Guararapes, que desabou há uma semana matando duas pessoas e ferindo outras 23 em Belo Horizonte, um para avaliar a necessidade da retirada dos moradores durante a demolição de parte da estrutura que ainda precisa ser removida do local.

Conforme a Defesa Civil municipal, nessa fase será usado um equipamento que produz menos ruídos, poeira e dispersão de materiais. O teste será realizado no sábado (12).

Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Na vistoria a ser feita nos imóveis, os profissionais vão ainda avaliar os impactos da primeira fase da demolição, que consistiu no desmantelamento e na retirada do viaduto que desabou sobre a Avenida Pedro I.

Os trabalhos se iniciaram na segunda-feira passada (7) e terminaram no dia seguinte, desobstruindo a via para a etapa de recapeamento do asfalto. Há a expectativa de o tráfego de veículos no local ser liberado depois de amanhã.

Nesta quinta-feira (10), operários colocaram novas escoras na alça que fica ao lado da estrutura que desabou. Conforme a Defesa Civil, a medida foi preventiva, sendo que até o momento não foram detectados sinais de uma hipótese de queda dela.

Pilar central

Os trabalhos de demolição não estão afetando uma área de aproximadamente 10 metros em torno do pilar central, que vai continuar sendo preservada para os trabalhos dos peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais.

O local, considerado o mais importante para a avaliação dos profissionais sobre as causada do desabamento, está preservado por tapumes.

De acordo com o IC, os peritos vão fazer os exames complementares nesta área, que foi preservada por ordem judicial, para saber o que teria ocorrido com o bloco de fundação do viaduto e se há a necessidade de uma sondagem do terreno.

Por outro lado, já foram ouvidas 20 pessoas pelo delegado Hugo e Silva, que comanda o inquérito sobre o caso. Segundo a assessoria da Polícia Civil, ele já colheu depoimentos de feridos e testemunhas, além de engenheiros e operários da empresa responsável pela obra.

Estão previstos outros depoimentos para os próximos dias. O delegado também aguarda os laudos dos exames do corpo de delito das vítimas, produzido pelo Instituto de Medicina Legal (IML) de Belo Horizonte, que serão anexados ao processo.

Cotidiano