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Prefeitura adia pela 2ª vez liberação de via após queda de viaduto em BH

A liberação do trânsito deve ser feita concomitantemente com a recuperação do viaduto - Carlos Eduardo Cherem/UOL
A liberação do trânsito deve ser feita concomitantemente com a recuperação do viaduto Imagem: Carlos Eduardo Cherem/UOL

Carlos Eduardo Cherem e Rayder Bragon

Do UOL, em Belo Horizonte

12/07/2014 12h58Atualizada em 12/07/2014 13h01

Dez dias após o desabamento do viaduto Batalha dos Guararapes, que matou duas pessoas e feriu 23, a Prefeitura de Belo Horizonte adiou pela segunda vez a reabertura do trânsito na avenida Pedro 1º, uma da mais importante vias da região da Pampulha, na capital mineira.

A primeira previsão de liberação da via para o tráfego de veículos era para quinta-feira (10). mas havia sido adiada para a tarde deste sábado (12). Desta vez, a Defesa Social do município afirmou que recebeu um novo projeto da construtora Mills, contratada para fazer escoramentos na alça que permaneceu de pé ao lado da estrutura que ruiu.

O novo projeto, segundo o coordenador da Defesa Civil de Belo Horizonte, coronel Alexandre Luca, vai permitir que a liberação do trânsito seja feita “concomitantemente” com a recuperação do viaduto.

“Ao invés de liberar somente para o trânsito, a empresa [Mills] apresentou um novo projeto que vai permitir, concomitantemente, o início da reconstrução do viaduto e a recuperação da via, além de mais segurança. Aceitamos o projeto”, afirmou. 

Lucas não antecipou em qual data o local poderá ser usado pelos motoristas.  Segundo ele, a decisão de estender o bloqueio da via se deu porque o novo projeto é mais viável.

“Nós entendemos ser mais inteligente a gente aguardar mais uns dias e refazer o escoramento, do que ter de parar a via de novo para tirar o escoramento novamente. Entendemos que é razoável e preferimos adiar por mais uns dias a liberação do trânsito para termo um viaduto mais seguro”, disse.

Teste

Neste sábado, está sendo feito um teste com uma máquina suíça que promete reduzir a emissão de poeira e resíduos, além de ser mais silenciosa. A intenção é reduzir o desconforto aos moradores de conjuntos de prédios que ficam ao lado da estrutura. Segundo Alexandre Lucas, o trabalho está sendo feito na área que foi preservada, no entorno do pilar central, para os trabalhos da perícia da Polícia Civil. Essa região está preservada por tapumes. O equipamento está sendo empregado na retirada de parte do viaduto que está acima do pilar central.

“Na realidade, só vai ser retirado aquilo que a perícia permitir. Tem um perito (da Polícia Civil) que acompanha os trabalhos”, afirmou. Segundo Lucas, caso o teste não seja satisfatório, outras tecnologias serão empregadas. No entanto, ele adiantou que, se for necessário, alguns moradores poderão ser retirados durante os trabalhos.

Cotidiano