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Complexo do Alemão, no Rio, recebe reforço de 300 PMs após confrontos

Moradores do Complexo do Alemão, na zona norte da cidade, afirmam que traficantes implantaram toque de recolher no local - Fabio Teixeira/Folhapress
Moradores do Complexo do Alemão, na zona norte da cidade, afirmam que traficantes implantaram toque de recolher no local Imagem: Fabio Teixeira/Folhapress

Do UOL, no Rio

22/07/2014 11h19Atualizada em 22/07/2014 12h42

Os confrontos entre PMs e traficantes e operações policiais que vêm ocorrendo no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, desde a última quinta-feira (17), levaram a Polícia Militar a enviar um reforço de 300 homens de outras UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) na região nesta terça-feira (22). O comércio no local está parcialmente fechado.

Onze unidades de educação do município do Rio não abriram hoje. São seis escolas, quatro unidades de Espaço de Desenvolvimento Infantil e uma creche, totalizando 5.023 alunos sem aulas. As escolas estaduais estão com funcionamento normal.

O serviço do teleférico que atende 12 mil pessoas por dia da comunidade do Alemão está parado desde a tarde de quinta, por medidas de segurança, devido aos intensos tiroteios entre policiais e criminosos.

Segundo a CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora), houve um confronto nesta madrugada, mas não há informações de presos ou feridos. Por volta das 3h, policiais em patrulhamento na rua Antônio Rego, no Morro do Alemão, se depararam com criminosos armados que atiraram contra os agentes. Os policiais revidaram e os bandidos fugiram.

No fim de semana, um jovem morreu, um policial ficou ferido, dois veículos foram incendiados e uma base da UPP foi atacada. O Complexo do Alemão já tinha recebido reforços policiais este ano como parte da operação para garantir a segurança da cidade durante a Copa do Mundo. Desde o início do ano, cinco PMs morreram em confronto com traficantes na região do Alemão.

De acordo com o comandante das UPPs, coronel Frederico Caldas, o policiamento foi reforçado principalmente nas comunidades do Alemão, Nova Brasília e Fazendinha para dar maior garantias para que os comerciantes e escolas possam funcionar, além de  manter a  tranquilidade no complexo.

"Não há possibilidade de recuo no Complexdo Alemão, por isso, estamos empregando  homens do  Batalhão de Operações Policiais Especiais,  Batalhão de Choque e do Batalhão de Ações com Cães para dar garantias as pessoas que moram na região", disse.

Frederico Caldas disse que, na comunidade Nova Brasília, foi intensificado o policiamento nas áreas do Beco do Sabino, Largo do G, e também na Sorveteria, por causa da topografia do lugar, onde os criminosos costumam se esconder para atacar os policiais.

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, condenou a ação de criminosos que atacaram a base da UPP do Complexo do Alemão e balearam um policial no último final de semana. Beltrame garantiu que a polícia não vai mais suportar ações como essa e vai permanecer atuando na comunidade. Segundo ele, o serviço de inteligência está sendo feito e já há, pelo menos, 50 mandados de prisão a serem cumpridos no Alemão. No entanto, ele ressalta que a dificuldade é a localização dos criminosos.

"O Alemão é um lugar muito denso, onde você não tem mobilidade e a polícia não pode transitar com tranquilidade para fazer o patrulhamento, mas a polícia está lá, e é maioria. Nós não vamos voltar atrás nestas ações. Infelizmente, vamos passar por cenas dessa natureza, porque desmanchar um quadro de criminalidade do tamanho que nós tínhamos no Rio de Janeiro não vai acontecer de uma hora para outra. Hoje, nós temos problemas, mas temos uma ação bastante contundente da polícia", disse. (Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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