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Sabesp trabalhou bem, diz Alckmin sobre crise no abastecimento de água

Fernanda Calgaro

DO UOL, em São Paulo

05/08/2014 12h38Atualizada em 05/08/2014 12h57

Em meio à crise de abastecimento de água no Estado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse de forma taxativa nesta terça-feira (5) que não há “nenhum racionamento” de água e que “a Sabesp trabalhou bem”, com “investimentos vultosos”.

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O tucano, que é candidato à reeleição, voltou a culpar a natureza pela situação crítica.

“São Paulo está trabalhando na maior crise, maior seca dos últimos 84 anos, nós não temos nenhum racionamento em São Paulo, a Sabesp trabalhou bem, investimentos vultosos”, disse em Brasília, onde esteve para defender o endurecimento do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Adversários políticos na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, os candidatos Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT) acusam o governo paulista de não ter investido o suficiente para evitar a atual crise.

Alckmin rebate: “Fomos o único governo do Brasil que deu um bônus para quem reduzir 20%, 30% de bônus. 86% dos moradores reduziram a água. Fizemos uma grande economia. Estamos trabalhando”.

Sem citar o período eleitoral, Alckmin fez uma crítica velada ao uso político da crise de desabastecimento do Sistema Cantareira, o principal da Grande São Paulo, e questionou a origem de denúncias de falta d´água.

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“Pessoas ligaram para a Rádio Bandeirantes e disseram: ‘Olha, aqui no meu condomínio não tem água’. [A rádio] pegou o endereço e foi lá, a pessoa não existia, condomínio disse que lá nunca faltou água e ninguém conhecia [quem fez a queixa]. Quem ligou lá? É preciso ter cuidado.”

O tucano disse ainda que o número de reclamações de hoje é metade do registrado no mesmo período do ano passado. Ao participar ontem de sabatina promovida pelo jornal "O Estado de S. Paulo", ele disse que, no ano passado, a ouvidoria da Sabesp teve 28 mil reclamações. Em 2014, foram 15 mil, caiu pela metade.

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