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SP: Cantareira e Alto Tietê têm o mês de outubro mais seco em 12 anos

Do UOL, em São Paulo

01/11/2014 09h41

O mês passado foi o outubro mais seco dos últimos 12 anos nos três principais sistemas de abastecimento de água do Estado de São Paulo: o Cantareira, o Alto Tietê e o Guarapiranga. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) registra a pluviometria nos locais desde 2003. 

No Cantareira choveu apenas 42,5 mm em outubro. O recorde negativo anterior havia sido em outubro de 2007, com 87,7 mm. O índice pluviométrico registrado também ficou bem abaixo da média histórica para o período, que é de 130,8 mm. Neste sábado (1º), o sistema tem 12,2% de sua capacidade.

Já o Alto Tietê registrou em outubro 20,1 mm: a maior estiagem deste sistema havia ocorrido em outubro de 2010, com 81 mm. A média histórica para o mês é de 117,1 mm. Neste sábado o sistema tem 6,5% de sua capacidade.

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O último recorde negativo do Guarapiranga, que teve apenas 15,4 mm de chuva no período este ano, havia sido registrado em 2010: choveu 60 mm à época. A média histórica para o mês é de 116,9 mm. Hoje o sistema tem 39,2% de sua capacidade.

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A escassez de chuva neste mês se deve à ocorrência seguida de massas de ar quente, que impediram a chegada de frentes frias vindas do Sul.

A Justiça negou na quarta-feira (29) o pedido de liminar feito pelo Ministério Público Estadual para que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) reduza a retirada de água do sistema Alto Tietê.

Cantareira

Desde agosto, o Cantareira vinha perdendo 0,14 ponto percentual de sua capacidade por dia. Em outubro, a taxa pulou para 0,17 ponto. Neste ritmo, a primeira etapa do volume morto (reserva abaixo do ponto de captação) do Cantareira terminaria no dia 10 de novembro.

Há um mês, o secretário de Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce, estimou que a reserva acabaria no dia 21 de novembro.

Com o atual ritmo de consumo e chuvas, a segunda cota do volume morto terminaria no dia 13 de janeiro.

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Guarapiranga ameaçado

Depois de afetar os sistemas Cantareira e Alto Tietê, a crise hídrica agora ameaça o Guarapiranga, o terceiro maior da Grande São Paulo. O uso de outros mananciais para socorrer o Cantareira, o principal da região, faz parte do plano de contingência adotado pela Sabesp.

Áreas que tradicionalmente eram abastecidas pelo Cantareira passaram a receber água dos sistemas Alto Tietê, Rio Claro e Guarapiranga.

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