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Volume morto é capaz de abastecer RJ por seis meses, diz secretário

A represa de Paraibuna, no interior de São Paulo, sofre com a estiagem - Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo
A represa de Paraibuna, no interior de São Paulo, sofre com a estiagem Imagem: Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo

Do UOL, no Rio

23/01/2015 10h31

O secretário de Estado de Ambiente do Rio de Janeiro, André Correa, disse na manhã desta sexta-feira (23) em entrevista ao telejornal "Bom Dia, Rio", da TV Globo, que o volume morto do reservatório de Paraibuna, o principal do sistema que abastece o Rio de Janeiro, é capaz de garantir o abastecimento no Estado por, no mínimo, seis meses, segundo cálculos feitos por técnicos da pasta.

O nível do reservatório de Paraibuna atingiu o volume morto na quarta-feira (21). A informação consta do balanço do setor energético, publicado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). O reservatório faz parte de hidrelétrica da Cesp (Companhia Energética de São Paulo). Ele fica no município de mesmo nome, no Vale do Paraíba (SP), e é considerado o coração do sistema que abastece o Estado do Rio.

Correa afirmou que o ano de 2015 será "de grandes mudanças" e "o mais crítico" em razão da instabilidade das chuvas. “O grande problema é que, na lógica, estamos no período de chuva. O problema é o quanto de água nós vamos armazenar para enfrentar o período de seca”, explicou ele.

O secretário disse ainda que a possibilidade de racionamento não está descartada: "No momento, não há uma mudança das questões operacionais da Cedae [Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio]. Mas não descartamos nenhuma possibilidade, dependendo do prazo, de fazer medidas de contenção e de racionamento".

Outra alternativa defendida por Correa é a sobretaxa para os que consumirem mais água. O secretário ressaltou, porém, que a ideia ainda não é consenso dentro do governo do Estado. “Essa é uma discussão que eu estou fazendo. Temos que ter um modelo claro de tarifa. Aquelas que consomem dentro de um parâmetro técnico que foi estabelecido a partir desse debate, elas têm um desconto. Agora, o cara que é gastão tem uma sobretaxa”, disse.

O secretário estadual de Ambiente afirmou que, como o consumo humano é prioridade para o governo, a possibilidade de falta d'água pode interromper o funcionamento de empresas situadas "na ponta" do rio Paraíba do Sul.

"O rio Paraíba do Sul é usado para geração de energia, para irrigação, para abastecimento industrial, então, por exemplo, podemos ter, num curto prazo, problemas com empresas que estão na bacia do Guandu, no final da bacia do Guandu, depois de onde a Cedae capta água. Nós podemos chegar num prazo curto e dizer para ela que elas vão ter que parar de operar".

Cotidiano