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Encapuzados, PMs participam de reconstituição da morte de Eduardo, no Rio

Policiais militares chegam ao complexo do Alemão para participar de reconstuição da morte de Eduardo - Fábio Teixeira/UOL
Policiais militares chegam ao complexo do Alemão para participar de reconstuição da morte de Eduardo Imagem: Fábio Teixeira/UOL

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

17/04/2015 17h56

Os policiais militares que estavam na localidade do Areal, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, no dia da morte do estudante Eduardo de Jesus Ferreira, 10, participam na tarde desta sexta-feira (17) da reconstituição do caso. Na chegada ao local da reprodução simulada, 11 PMs utilizaram toucas para proteger o rosto e seguiram direto para o imóvel na qual morava a família do menino. Eduardo morreu após ser atingido por um tiro na cabeça, na porta de casa.

Entre os 11 policiais que chegaram encapuzados estão os dois que afirmaram, em depoimento à Polícia Civil, ter efetuado disparos no dia em que o menino morreu. Para facilitar a chegada deles. os policiais da DH (Divisão de Homicídios) aumentaram o perímetro de isolamento e afastou ainda mais os jornalistas.

Segundo o chefe da DH, o delegado Rivaldo Barbosa, os policiais militares começariam a participar da reconstituição às 17h30, justamente o horário em que o menino foi baleado. "Vamos compatibilizar a hora que o Eduardo foi atingido com a reprodução na hora dos policiais militares para que a gente possa retratar todas as condições de tempo, temperatura e luminosidade", afirmou.

"O horário de 17h30 é importante principalmente no que diz respeito à luminosidade. Por causa das condições visuais que todas as testemunhas tinham, e elas vão poder falar: 'Ah, eu vi' ou 'Ah, eu não vi'. A luminosidade vai poder provar isso", completou.

A reconstituição da morte de Eduardo começou a ser realizada no início da tarde, com a presença dos pais da vítima, José Ferreira e Terezinha de Jesus Ferreira. Pouco antes do começo da reprodução simulada, o pai do menino afirmou que espera que a reconstituição confirme a tese de que Eduardo foi atingido por um disparo feito por um policial militar. "Não há perdão para o que aconteceu. Esse policial proporcionou a pior cena que eu já vi. Serei obrigado a lembrar para sempre do meu filho esfacelado", afirmou Ferreira.

Além do chefe da Divisão de Homicídios, participam da reconstituição outros sete delegados e dez peritos. No total, são 120 policiais divididos em três reconstituições nesta sexta: as mortes de Eduardo, da auxiliar de creche Elizabeth Francisco e do capitão Uanderson Manoel da Silva, que comandava a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Nova Brasília.

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