Manifestantes mascarados e policiais entram em confronto no centro do Rio

Do UOL, em São Paulo

  • Fábio Motta/Estadão Conteúdo

    Central do Brasil, no centro do Rio, foi local de confrontos na noite desta sexta (8)

    Central do Brasil, no centro do Rio, foi local de confrontos na noite desta sexta (8)

Grupos de mascarados e policiais militares entraram em confronto na região da Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro (RJ), no final da noite desta sexta (8). Manifestantes atiraram pedras e bombinhas de fabricação caseira contra os policiais militares, que revidaram com bombas de efeito moral. 

Pelo menos1.000 pessoas participaram do protesto, que começou pacífico na região da Cinelândia, passou pela Assembleia Legislativa fluminense e terminou na Central do Brasil, onde houve a confusão. Os acessos à estação foram fechados por alguns minutos, impedindo a entrada e a saída do local.

Por volta das 21h, houve novo confronto entre a cavalaria da PM e manifestantes do lado de fora da estação, onda havia vários objetos queimando. Alguns participantes do protesto foram detidos. Também houve relatos de lojas depredadas no protesto.

O primeiro tumulto começou quando bombas caseiras foram atiradas por alguns manifestantes na avenida Presidente Vargas. Eles também jogaram pedras nas instalações da Guarda Municipal e nos guardas que estavam no interior do prédio, que fica em frente à estação de trens. A polícia respondeu com bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio.

Passageiros e manifestantes correram para dentro da central de trens para fugir da fumaça. 

Por volta das 20h30, equipes da Polícia Militar montaram um cordão de isolamento com escudos.

Às 21h14, o Metrô Rio informou que os acessos Chile e Convento, da estação Carioca, foram fechados em razão dos protestos desta sexta.

Contra aumento

A concentração de manifestantes começou por volta das 17h45 na região da Cinelândia. O grupo, convocado por entidades estudantis, de trabalhadores e da sociedade civil, teve como primeira reivindicação o cancelamento do aumento da tarifa de ônibus municipal no Rio, que passou de R$ 3,40 para R$ 3,80 no último sábado (2).

O ajuste tarifário das passagens não foi o único tema abordado no protesto. A defesa do direito de manifestação, os gastos públicos com as Olimpíadas e a violência policial também foram assuntos criticados em cartazes, músicas e palavras de ordem durante a manifestação.

Como vários partidos políticos e entidades de diferentes posições aderiram à manifestação, os alvos se diversificaram: protesta-se contra políticos variados, como o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG); contra a crise no Estado do Rio; por mudanças na política econômica do governo federal; e contra a exploração do petróleo brasileiro por empresas estrangeiras, entre outras reivindicações. (Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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