Chuvas

Chuvas atingem pelo menos 60 cidades do interior de São Paulo e do Paraná

Eduarco Schiavoni

Colaboração para o UOL, em Ribeirão Preto

Boa parte do interior de São Paulo e do norte do Paraná vem sofrendo com as chuvas incessantes que caem sobre as regiões desde segunda-feira. O aguaceiro deixou desabrigados, estradas interditadas, pontos turísticos alagados e postos de saúde sem atendimentos, além de outros danos materiais. Até um estádio de futebol chegou a ficar com água até os travessões. Duas pessoas estão desaparecidas.

A situação é mais grave no Paraná, onde, de acordo com a Defesa Civil do Estado, perto de 12,3 mil pessoas foram diretamente atingidas pelas chuvas em 41 cidades. Há ainda 143 desabrigadas e outras 896 desalojadas. Além disso, 868 casas foram danificadas e seis destruídas. Quatro pessoas ficaram feridas e uma está desaparecida.

Embora o dia tenha sido de tempo firme na maior parte do Estado -- o que fez com que as pessoas iniciassem o trabalho de remoção da sujeita - Jataizinho, no norte do Estado, segue como a cidade mais atingida, com 6,4 mil pessoas, sendo 350 delas desalojadas e 50 desabrigadas.

O Estado ainda registra 22 rodovias, entre federais e estaduais, com interdições parciais ou totais de trechos. De acordo com o DER (Departamento Estradas de Rodagem), os prejuízos à estrutura das estradas já passam de R$ 50 milhões.

São Paulo

Já em São Paulo, a Defesa Civil de Piracicaba declarou estado de atenção desde a noite de ontem , quando o alto volume de chuvas que atingem a cidade desde o fim da última semana provocou o transbordamento do rio Piracicaba. Na rua do Porto, região central, um dos principais pontos turísticos da cidade, famílias tiveram que ser removidas de suas casas e proprietários de restaurantes instalados às margens do manancial começaram a recolher móveis e equipamentos na manhã de hoje, temendo novas cheias, que atingiram também o parque da rua do Porto, em frente à prefeitura.

A profundidade do rio nesta manhã, de acordo com a Defesa Civil, era de 5,83 metros na região da rua do Porto, acima do dobro esperado para o período, de 2,55 metros. A vazão registrada do manancial era de 787,55 mil litros de água por segundo, um volume 300% maior que o esperado para todo o mês de janeiro, de 197,27 mil litros.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil da cidade, Luís Alberto Razano, entre o fim da tarde e a noite de ontem, três famílias foram removidas da região da rua do Porto pelo riscos de alagamento. A avenida Beira Rio, que percorre boa parte da extensão Piracicaba pela região central está interditada para o trânsito de veículos. Em Santa Therezinha, na zona norte da cidade, famílias também tiveram que ser recolhidas para a casa de familiares também devido ao transbordamento do rio Corumbataí, afluente do Piracicaba.

Na região de Bauru, uma ponte que dá acesso à Piratininga caiu e outra sofreu abalos e está interditada. Além disso, o temporal formou crateras em ruas e avenidas, além de arrastar dezenas de carros. Por conta das chuvas, a rodovia da serra de Botucatu, que fica na Marechal Rondon, foi interditada por conta do afundamento do asfalto, que cedeu. Três postos de saúde ficaram inundados e tiveram que cancelar o atendimento.

A situação também é crítica em Borá, que decretou estado de emergência, e a vicinal que liga Tupã a Bastos está interditada devido a uma cratera de mais de sete metros que se abriu na pista.

Na região de Campinas, 12 cidades estão em estado de atenção devido ao volume das chuvas.  Americana, Amparo, Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Louveira, Monte Mor, Paulínia, Socorro, Sumaré, Valinhos e Vinhedo correm riscos de alagamento.

A situação é mais grave em Americana, que registrou, nos últimos três dias, 119 milímitros de chuva. Houve alagamentos e a água tomou ruas e avenidas, algumas tiveram que ser interditadas. O trânsito ficou complicado, mesmo assim, muitos motoristas arriscaram e passaram pelos pontos alagados.

Na região de São José do Rio Preto, houve ruas interditadas, buracos e alagamentos. A Famerp (Faculdade de Medicina e Enfermagem de Rio Preto) teve problemas em um dos telhados e acabou com um laboratório alagado. Em Catanduva, a represa de um clube desativado da cidade transbordou e alagou algumas áreas,mas não causou danos.

Em Jundiaí, sete casas foram interditadas pela Defesa Civil ontem e houve deslizamento de terra. A subida do rio Tietê também interditou um estádio de futebol na cidade que recebe o nome do manancial. A água chegou à altura do travessão, que fica a 2,5 metros do gramado. Em Itapetininga, houve alagamentos e a chuva abriu uma cratera de nove metros em uma das principais avenidas da cidade.
 

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