Justiça condena vereadores de cidade mineira acusados de extorsão

Rayder Bragon

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

A Justiça de Minas Gerais condenou cinco vereadores da cidade de São Joaquim de Bicas, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, à prisão com penas que variam de 6 a 27 anos de detenção. Os políticos foram condenados por crimes contra a administração pública.

Segundo a denúncia, eles foram acusados dos crimes de corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e advocacia administrativa, além de organização criminosa.

Conforme o MP (Ministério Público), os parlamentares extorquiam empresários, que denunciaram posteriormente o esquema, para aprovarem leis de interesse de empresas privadas. Conforme a Justiça, ficou comprovado que, a partir do primeiro semestre de 2014, o quinteto colocou em prática os atos ilícitos.

Cristiano Silva de Carvalho (PMDB) foi condenado a 6 anos e 10 meses de prisão. Enilton Cesár da Silva (sem partido) deverá cumprir 10 anos; Tarcísio Alves de Resende (PMDB) foi apenado com 15 anos de reclusão. Já Carlos Alberto Braga Fonseca (PSB) foi condenado a 18 anos e cinco meses de prisão. Por sua vez, Marcos Aender dos Reis (PT) teve a pena mais alta, 27 anos de reclusão. A Justiça concedeu a Cristiano Carvalho, conhecido por "balança", a liberdade provisória. MP não ofereceu denúncia contra Fábio Cândido Correa (PSDB), que também havia sido preso em março de 2015.

A sentença determinou ainda a perda do mandato dos cinco vereadores. Eles também vão ficar inelegíveis por oito anos, contados após o cumprimento das penas.

A investigação contou com interceptações telefônicas, gravações de áudio e vídeos autorizados pela Justiça, além da quebra de sigilo de dados fiscais e bancários dos réus.

O juiz Paulo Sérgio Néris, da Comarca de Igarapé, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, ainda determinou a remessa de cópia dos autos à Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público para apuração criminal em relação ao poder Executivo de São Joaquim de Bicas, por suspeita de que tenha havido participação nos crimes, cujos indícios teriam surgido no decorrer da ação penal contra os vereadores.

A assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores informou que não vai se pronunciar sobre a decisão. O UOL está tentando contato com os advogados dos parlamentares. Ao todo, são 11 vereadores que atuam no município de pouco mais de 25 mil habitantes.

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