Governo mineiro, MP e Samarco fecham acordo que prevê medidas emergenciais

Do UOL, em São Paulo*

  • SBT Brasil

    Rompimento da barragem em Mariana (MG) provocou um rastro de destruição até o Espírito Santo

    Rompimento da barragem em Mariana (MG) provocou um rastro de destruição até o Espírito Santo

O governo de Minas Gerais, o Ministério Público do Estado e a empresa Samarco fecharam no último dia 6 um acordo judicial que estabelece medidas emergenciais que devem ser tomadas pela mineradora, cujas donas são as empresa Vale e BHP Billington, para prevenir novos acidentes com barragens no interior do Estado.

No dia 5 de novembro do ano passado, o rompimento da barragem de Fundão, na cidade de Mariana (MG), resultou na morte de 17 pessoas e no desaparecimento de outras duas, além de deixar um rastro de destruição que chega ao litoral do Espírito Santo.

De acordo com o "Jornal Nacional"', da TV Globo, que teve acesso aos termos do acordo, a Samarco deverá contratar uma auditoria independente para o acompanhamento de obras de reparo e estabilização das barragens que apresentam riscos de rompimento. A auditoria deve ter aprovação do governo mineiro e do MP.

Entre os itens alinhavados do acordo, que prevê uma série de medidas emergenciais, em caso de um hipotético rompimento das barragens remanescentes em Mariana (MG), está a cessão de um helicóptero da empresa para monitoramento da área onde ficam as estruturas, 24 horas por dia, tanto para membros do MP quanto para integrantes da Defesa Civil.

Haverá também, nas próximas semanas, treinamento de moradores de distritos de Mariana e Barra Longa, em Minas Gerais, visando a mobilização deles em situações de emergência. As defesas civis locais vão ser as coordenadoras desse processo. A Samarco já encomendou um estudo que prevê cinco cenários, na hipótese de rompimento das barragens de Santarém e de Germano.

"Hoje, as informações sobre o coeficiente de estabilidade, sobre a eficiência das obras de reparo são prestadas unilateralmente pela empresa. A partir desse termo de acordo, vai ser colocada lá uma auditoria externa que vai verificar essas informações. E vai verificar o quão estável está cada estrutura, o quão eficiente tá as medidas de reparo em cada uma delas. A gente acha isso importante também para dar segurança", afirmou ao 'JN' o promotor de Justiça Mauro Ellovitch.

Ao UOL, a mineradora ainda informou que, até julho deste ano, deverá ser concluída a fase inicial de limpeza de 400 metros do reservatório da hidrelétrica Risoleta Neves, em Santa Cruz do Escalvado (MG).  Quando do rompimento da barragem de Fundão, a hidrelétrica foi impactada pelo rejeito de minério de ferro que vazou da estrutura.

* Com informações de Rayder Bragon, colaborador do UOL em Belo Horizonte

 

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