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Após 33 dias de seca, volta a chover em São Paulo

Pedestres enfrentam chuva leve na região do bairro do Tucuruvi, na zona norte de São Paulo - Dario Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo
Pedestres enfrentam chuva leve na região do bairro do Tucuruvi, na zona norte de São Paulo Imagem: Dario Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

27/04/2016 08h04

Após um longo período de estiagem, chuvas voltaram a atingir grande parte a região metropolitana de São Paulo na madrugada e manhã desta quarta-feira (26). A água chega após 33 dias de seca, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), órgão da Prefeitura de São Paulo. A última vez que choveu de forma generalizada foi em 25 de março, quando foi registrado 19,9 mm de chuva.

Fraca mas bem distribuída, a chuva de hoje varre todo o Estado, passando pelos reservatórios dos sistemas de abastecimento de água como o Cantareira, que também enfrentou escassez praticamente desde o início do outono.

Essa chuva é provocada pela chegada de uma frente fria vinda do sul do país que rompe o bloqueio da massa quente instalada na região. O ar frio abre a passagem para ventos polares vindos do sul, que provocarão queda acentuada da temperatura a partir da quinta-feira (28). Hoje, a temperatura mínima prevista é de 15°C, com máxima de 19°C

O tempo chuvoso deve permanecer até a madrugada desta quinta, quando cessa a garoa, restando o tempo frio e nublado que se estende pelo menos até o final de semana.

Na quinta, os termômetros poderão registrar mínima de 13°C, com máxima que não supera os 20ºC, mas a sensação térmica deve ser ainda mais baixa devido ao vento gelado. O frio mais intenso será sentido nos Estados do Sul do Brasil. 

Início de outono atípico

Segundo o CGE, o mês de abril tem sido atipicamente seco e mais quente que o esperado, com episódios isolados de chuva registrados apenas nos dias 3 e 10 e temperaturas até 5°C acima da média --passando dos 30°C na maioria dos dias.

A explicação para o calor e a secura é a presença de uma massa de ar quente, provocada por um sistema de alta pressão que se instalou na região, impedindo a formação de nuvens e desviando as massas de ar frio para o litoral. 

Ao contrário do que ocorre na primavera e no verão, quando as altas temperaturas provocam a formação de nuvens carregadas e chuvas fortes, as estações do outono e inverno dependem da passagem de massas de ar frio vindas do sul e sudeste para a ocorrência de chuvas.